Samira revela que técnico da seleção de handebol feminino não fala com ela desde o mundial de 2017 - Surto Olimpico

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Samira revela que técnico da seleção de handebol feminino não fala com ela desde o mundial de 2017

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A jogadora de handebol Samira deu um depoimento ao site UOL em que releva entre outras coisas, que, desde o Mundial de 2017, o técnico da seleção Jorge Dueñas não fala com a atleta. Samira ficou grávida em 2018, voltou a jogar em seu clube na Hungria e desde então nunca mais foi convocada.

"Num jogo contra Montenegro, eu fiz o gol de empate que levou a partida para a prorrogação, mas errei a última bola no tempo extra. Perdemos e fomos eliminadas. Após o jogo, o técnico não me ligou, não quis conversar comigo. Tenho certeza que nenhum atleta trabalha para chegar na hora da competição e errar. Ele não falou mais comigo, não mandou mensagem, não perguntou o que aconteceu. Fiquei muito triste. Ser crucificada por uma bola que perdi no final?" disse a atleta.

Samira acredita que pela sua história na seleção, ela não deveria ter sido dispensada dessa maneira: "Acho que mereço respeito por tudo que eu já fiz pela seleção: tenho um título mundial, disputei quatro Mundiais e em um quinto fui cortada por lesão, joguei duas Olimpíadas e não sei quantos Pan-Americanos, Sul-Americanos. Mais de dez anos de seleção brasileira e não ter a oportunidade de ser convocada novamente é triste."

A jogadora também contou o procedimento que fez para engravidar e como o seu clube na Hungria Kisvardai KC quebrou o seu contrato durante a gravidez e a recontratou após ela ter tido o bebê e estar apta a jogar recebendo menos do que antes: "Quando eles me ligaram para voltar para o time, ganhando menos, a minha vontade era de mandar tomarem naquele lugar. Pense num palavrão. Queria falar tanta coisa... Mas a gente tem que reconhecer nossas fraquezas. Eu tinha que voltar a jogar depois da gravidez. Além disso, o dinheiro estava começando a acabar, não tinha bolsa do governo na época em que minha filha nasceu. Queria muito falar não, mas acabei aceitando."

Homossexual assumida, Samira contou detalhes sobre os olhares preconceituosos que recebeu e das dificuldades que teve na gravidez, e deu uma grande lição sobre o que realmente importa: "Família, para mim, é o amor, não importa se entre dois homens, duas mulheres, você e o seu animal de estimação ou um casal hétero que as pessoas chamam de "normal". No meu caso, a minha família somos eu e a minha filha, a Aya. O que importa, em toda a família, é o amor."

Para ver o depoimento completo de Samira, o link é este:


foto: Sérgio Dutti/Exemplus/COB

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