Calderano admite que prefere medalha olímpica a ser número um do mundo: "sou movido por experiências" - Surto Olimpico

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Calderano admite que prefere medalha olímpica a ser número um do mundo: "sou movido por experiências"

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Hugo Calderano está no top-10 do ranking mundial de tênis de mesa desde novembro de 2018, uma marca que é invejável para qualquer atleta ocidental da modalidade. Mas os planos do brasileiro vão muito além de qualquer bom posicionamento no ranking. Ele sonha alto.  Ele quer uma medalha olímpica nos Jogos de Tóquio do próximo ano.

Em entrevista ao portal oficial de Tóquio-2020, o atual número 6 do mundo admitiu que a meta principal de sua carreira é subir no pódio de uma edição olímpica, algo que está na frente até mesmo dos planos de tornar-se líder do ranking mundial.

"Ser o número 1 do mundo é uma grande conquista para qualquer atleta, mas meu maior objetivo e foco é conseguir uma medalha nos Jogos Olímpicos, pois sou movido por esses momentos e experiências", revelou Calderano.

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Num esporte dominado pelos chineses, Hugo está se dedicando ao máximo para quebrar a hegemonia asiática já no próximo ano, como ele mesmo destaca. "Meu maior objetivo e o que pratico é vencer os jogadores chineses em grandes eventos, como as Olimpíadas, onde conquistaram a maior parte das medalhas da história".

No programa olímpico desde os Jogos de Seul, o tênis de mesa só não viu os chineses subindo no pódio exatamente na estreia, em 1988. Desde então, foram sete Olimpíadas com figurinhas carimbadas entre os medalhistas, com dobradinha nas seis últimas edições.


Nono colocado na Rio-2016, o brasileiro já venceu chineses ao longo de sua carreira, como Lin Gaoyan, quinto colocado do ranking mundial, e Fan Zhendong, atual número um do mundo, ambos em 2018. Em sua avaliação, seu principal rival na briga por uma medalha em Tóquio - e quem sabe, pelo ouro - é Ma Long, atual tricampeão mundial e campeão olímpico.

"Desde 2015, Ma Long venceu todos os grandes torneios e é o homem a ser batido. Ele está sofrendo de lesões e isso pode dar aos outros jogadores a oportunidade de desafiá-lo em Tóquio", relata Hugo. O chinês foi, inclusive, o responsável pela eliminação do brasileiro nas oitavas do Mundial de Budapeste no ano passado.

Além do poderio chinês, Hugo também está atento com um vizinho asiático que pode se beneficiar com o fator casa na Olimpíada: Tomokazu Harimoto. Com apenas 16 anos de idade, o japonês é uma febre no mundo, sendo o atual número 4 do ranking mundial. Calderano acredita que o jovem poderá surpreender, uma vez já derrotou os principais líderes do ranking, incluindo o próprio brasileiro. "Será interessante ver como ele se sai em casa em 2021", observou.

O brasileiro está no caminho certo para realizar seu sonho. Além de toda força de vontade e disposição nos treinos, ele é, atualmente, o quarto no ranking olímpico, algo que o coloca em uma posição favorável no chaveamento olímpico, evitando um confronto decisivo com os dois chineses que disputarão o torneio olímpico ou com Harimoto, de forma antecipada.

"No tênis de mesa, ser um dos quatro cabeças de chave é importante, e pode facilitar o seu chaveamento, enfrentando apenas um jogador chinês nas semifinais. Mas para mim, o mais importante é chegar a Tóquio bem preparado e pronto para vencer qualquer adversário e lutar por uma medalha”, concluiu o brasileiro.

Foto: Washington Alves/Exemplus/COB

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