Clube Pinheiros demite campeão olímpico Thiago Braz - Surto Olimpico

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Clube Pinheiros demite campeão olímpico Thiago Braz

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Campeão olímpico do salto com vara na Rio 2016, Thiago Braz, não é mais atleta do Clube Pinheiros, de acordo com a coluna "Olhar Olímpico", do jornalista Demétrio Vecchioli, no site UOL.

A demissão de Braz faz parte de um plano de redução no investimento em esportes olímpicos, do maior clube poliesportivo do país. A ação ocorre antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que foram adiados por causa da pandemia de coronavírus.

Segundo a coluna, o clube teria avisado ao grupo que agencia Braz da rescisão unilateral nesta última semana, não havendo comunicação direta com o atleta. O saltador ainda vai receber os pagamentos até o último dia do mês de abril, além da multa rescisória do contrato que iria até dezembro de 2020. A situação deixa campeão olímpico vulnerável, uma vez que não há outro clube profissional no país para recebê-lo.

A direção do Clube Pinheiros já enfrentava diversos embates entre pessoas que defendiam a manutenção no investimento ao esporte olímpico. O clube firma contratos anuais com os atletas e a tendência é que após os Jogos de Tóquio, vários desses acordos não seriam renovados. O adiamento do maior evento esportivo do mundo deixou o Pinheiros em um impasse, entre renovar ou não contratos, para aproveitar a visibilidade nas Olimpíadas, em 2021.

Em nota à coluna, o Pinheiros confirmou a rescisão do contrato de Braz. O atleta era um dos mais bem pagos do clube, tento o maior salário do atletismo. Mas tal investimento não dava tanta visibilidade, uma vez que o atleta morou na Itália durante a maior parte de seu contrato, não participando do cotidiano do clube, como a convivência com outros atletas, entrevistas coletivas entre outras ações. 

Além disso, o enfraquecido cenário esportivo brasileiro faz com que os atletas do atletismo defendam seus clubes apenas no Troféu Brasil, que não conta com transmissão na TV, onde o Pinheiros não tem adversário, por ser o único clube profissional no país. 

Outro agravante da situação foram os desempenhos de Braz. Em 2017 e 2018 o atleta teve temporadas pífias e em 2019, mesmo melhorando seus saltos, não subiu ao pódio durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, ficando atrás de outro saltador do Pinheiros, Augusto Dutra, que ficou com a prata. 

Thiago Braz no momento conta com um contrato de patrocínio pago pela Caixa Econômica Federal, via Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), além de receber apoio do Comitê Olímpico Brasileiro. O atleta estava em camping na Itália, com a esposa, quando houve o estouro da pandemia. Braz optou por permanecer no país, mesmo com o adiamento olímpico.

A tendência é que o plano de corte de investimento do Pinheiros siga em frente, já que atletas menos conhecidos já foram dispensados. O primeiro nível do clube tem nomes como Rafael Silva, Fernando Saraiva, Marcelo Chierighini, João Luiz Gomes Jr, Nathalie Moellhausen e Arthur Nory. 

Recentemente, o Pinheiros anunciou o corte salarial de 25% para atletas, dirigentes e funcionários do clube, por causa dos efeitos provocados pela crise da pandemia do coronavírus. O time de basquete do clube, por exemplo, não renovou nenhum contrato e desistiu desta edição do NBB, o Novo Basquete Brasil. 

Foto: Divulgação/CBAt

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