Rafaela Silva é suspensa por dois anos por doping e está fora da Olimpíada


Atual campeã olímpica, a judoca Rafaela Silva foi notificada pela Federação Internacional de Judô (IJF) que está suspensa por dois anos, após ter sido flagrada num exame antidoping durante os Jogos Pan-Americanos de Lima 2019. A decisão tira a atleta dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. As informações foram inicialmente passadas pelo globoesporte.com e confirmadas pelo Surto Olímpico.

Os bastidores já estão se movimentando para recorrer da punição. Marcelo Franklin, um dos principais advogados do ramo esportivo no Brasil, será o responsável pelo caso a partir de agora e entrará com recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS). 

"É sempre uma grande responsabilidade defender o sonho olímpico de uma atleta da importância da Rafaela, principalmente por ser inocente", disse o advogado, que já defendeu outros atletas como Cesar Cielo, Caio Bonfim e Etiene Medeiros. 

A substância encontrada na corrente sanguínea da atleta foi o fenoterol, uma substância que tem efeito broncodilatador e que causa aumento da performance, com melhor troca gasosa entre sangue e pulmão. 

Desde que foi pega no doping, em agosto de 2019, Rafaela e sua defesa afirmam inocência. A alegação é a de que a contaminação ocorreu a partir do contato com uma bebê asmática, filha da judoca Flávia Rodrigues, do Instituto Reação, local de treinos de Rafaela.

Rafaela Silva entrou em suspensão voluntária em novembro do ano passado. Pouco depois, a PanAm Sports retirou a medalha de ouro conquistada por ela no Pan de Lima. 

A judoca campeã mundial em 2013 fez outros testes após o ocorrido em Lima. Em todos, testou negativo para quaisquer substâncias proibidas. No Mundial do Japão, pouco depois, ela ainda conquistou medalhas de bronze na categoria até 57kg individual e na disputa por equipes.

Em nota, Rafaela disse que não se manifestará sobre o assunto até a decisão final do CAS e reforçou sua inocência: "Lutaremos até o fim pelo sonho de representar meu país nas Olimpíadas de Tóquio 2020, pois sei que nada fiz de errado e que ao final a justiça prevalecerá".

A Confederação Brasileira de Judô disse, também em nota, que dará todo o suporte necessário à atleta e que "seguirá acompanhando os desdobramentos do processo legal referente ao caso de doping envolvendo a judoca da seleção brasileira, Rafaela Silva, com a confiança de que a justiça prevalecerá".

Foto: Wander Roberto/COB

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