Surto Entrevista - Felipe Wu - Surto Olímpico

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Por Regys Silva, Marcos Antônio e Juvenal Dias

Felipe Wu foi responsável pela primeira medalha olímpica do Brasil na Rio 2016 e também quebrou um jejum de 96 anos sem medalhas do Brasil no tiro esportivo. Um grande feito, que acabou passando despercebido entre muitos e que fez Felipe, em entrevista após os jogos olímpicos, dizer que as 'pessoas fatalmente vão esquecer de mim'. oito meses depois, ele fala se sua profecia se realizou e também sobre as expectativa de seu novo ciclo olímpico nessa entrevista concedida ao surto olímpico. Confira:

- Logo após a Rio 2016, você afirmou que 'fatalmente, vão esquecer de mim'. oito meses após os jogos, essa sua 'profecia' se realizou e o reconhecimento do público diminuiu ou foi diferente do que você previu? 

Acho que chegamos ao um meio termo. Depois da medalha, muita gente entrou em contato via redes sociais, havia um certo reconhecimento na rua e pela mídia, e com o passar do tempo o interesse foi diminuindo. Não posso dizer que fui esquecido, mas a luta pelo reconhecimento do tiro esportivo ainda segue. Ainda é um esporte com baixa visibilidade. 

- Você demonstrava preocupação com este ciclo olímpico de Tóquio, mas com a (re) contratação do seu técnico Bernardo Tobar, já dá pra ficar mais confiante para 2020? Como fica seu planejamento para este ciclo olímpico?

Com certeza o suporte de um treinador ajuda muito. Sem uma pessoa orientando, observando o que você está fazendo de errado e o que pode melhorar, fica muito difícil manter o bom desempenho e consequentemente a competitividade em eventos de alto nível. Esse ano o principal foco da temporada são as etapas da Copa do Mundo, estive na etapa de Nova Deli e estou classificado para as próximas etapas da Alemanha, em maio, e Azerbaijão, em junho. Ano que vem tem Mundial de Tiro Esportivo e depois disso veremos as provas que fazem parte da classificatória para os Jogos Olímpicos 2020. 

- Em 2018 já começam a ser distribuídas vagas para 2020 com o Mundial de tiro. Qual é a importância de se conseguir uma vaga com antecedência?

Você tem mais tempo para corrigir os erros e focar no que precisa ser melhorado, além de competir sem tanta pressão por um resultado. Você trabalha mais os detalhes que podem fazer a diferença lá na frente.

- O que a medalha te trouxe em termos de patrocínio e Como manter um bom planejamento diante essa crise financeira no país que afeta os investimentos nos esportes, para os Jogos de 2020? Como você avalia o desenvolvimento do Tiro esportivo do país diante dessa crise?

Após a medalha os patrocínios seguiram os mesmos. Não ganhei novos investidores mas também não perdi nenhum dos que já me apoiavam. O Brasil infelizmente ainda tem uma cultura muito imediatista. Já era meio esperado que os investimentos fossem diminuir após os Jogos Rio 2016 e como em outros ciclos, provavelmente os recursos virão mais próximos ao evento. O problema é que isso compromete os resultados. Um medalhista olímpico não é formado da noite para o dia, é preciso tempo para se desenvolver e preparar. 

- O que você acha dessa proposta de reformulação do programa do Tiro Esportivo para os Jogos de 2020, que busca a inclusão de eventos mistos?

Acho que toda mudança é válida para ampliar a competitividade. É normal algumas provas saírem, isso já ocorreu outras vezes. O ideal apenas é que essa mudança seja feita com antecedência para que todos tenham condições para se adaptarem com tranquilidade, planejando seus treinos e competições adequadamente. 

- Dentro de alguns meses haverá duas etapas de Copa do Mundo de tiro. Como está sua preparação para essas próximas competições?

Está caminhando bem. Vamos finalizar a preparação para a próxima etapa na Alemanha mesmo. O objetivo é trabalhar mais a parte técnica já que é um evento muito disputado. A meta em ambos eventos é passar para a final. 

- Você, recentemente, declarou que precisa melhorar a técnica para ganhar um ou dois pontos. Já tem ideia de como pode acrescentar melhorias em um esporte que cada detalhe influencia na pontuação?

Sempre é possível melhorar. Agora com a volta do treinador fica mais fácil detectar os erros e corrigi-los. A orientação de um profissional qualificado certamente influencia essa melhora da parte técnica que estamos buscando. 

- Uma curiosidade na sua carreira é que treinava na garagem de casa. De vez em quando ainda volta lá para dar uns tiros ou agora é só no stand?

As vezes treino em casa sim, pois voltei a ter uma rotina puxada na faculdade e o treinamento não pode parar. Mas sempre procuro acertar minha agenda para treinar no stand da Hebraica pois lá a metragem é correta (em casa são apenas 7 metros) e a estrutura é bem melhor.


foto: Ministério do esporte


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