Setor de Aviação pactua lista de compromissos para Jogos de 2016


A Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero) carimbou nesta semana o acordo final que define compromissos de operadores aeroportuários, companhias aéreas de aviação comercial, geral e executiva (táxi aéreo), e empresas de serviços auxiliares de transporte aéreo para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

A reunião na sede do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, em Brasília (DF), encerrou uma série de encontros dedicados ao planejamento e alinhamento da operação dos principais aeroportos brasileiros envolvidos nas chegadas e partidas do megaevento esportivo, cuja abertura oficial das Olimpíadas será no dia 5 de agosto.

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil estima que mais de 1 milhão de passageiros – entre atletas, membros de delegações e turistas – circulem pelos principais aeroportos do evento: Galeão e Santos Dumont (RJ), Guarulhos, Congonhas e Viracopos (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte/Confins (MG), Manaus (AM) e Salvador (BA). Do total, 4 mil são atletas paralímpicos, reforçando o desafio histórico de acessibilidade nos aeroportos brasileiros.

De acordo com Paulo Henrique Possas, diretor de Gestão Aeroportuária da Secretaria de Aviação Civil (SAC), o acordo visa assegurar a adequada prestação do serviço aéreo e das atividades públicas nos aeroportos durante o evento, tendo em vista a demanda extra e concentrada nos aeroportos do Rio, bem como a necessidade de manuseio e processamento especial de bagagens e equipamentos, passageiros com necessidades especiais e cargas vivas (cavalos da competição de hipismo, por exemplo).

“O trabalho integrado entre órgãos públicos e iniciativa privada é o que sustenta o patamar de excelência alcançado pela aviação brasileira internacionalmente. Desta vez, ao contrário da Copa do Mundo, o desafio é superar nossa própria performance, que acumula resultados de sucesso e padrões de pontualidade e segurança acima ou dentro da média mundial”, sinaliza o diretor.

Companhias aéreas, Infraero, empresas auxiliares de transporte aéreo e operadores aeroportuários assumiram compromissos, responsabilidades e recomendações da SAC para garantir fluidez à atividade aeroportuária no período, bem como medidas para reforçar serviços e atendimento nos terminais.

Pier 2 do Galeão

Os operadores aeroportuários assumiram a responsabilidade de conclusão, antes do período olímpico/paralímpico, de possíveis obras e manutenções correntes nos terminais; da ampliação do horário de funcionamento de estabelecimentos de alimentação mediante a demanda dos viajantes; a geração de informação em tempo real para comunicação com o passageiro; da manutenção de atrasos em níveis abaixo de 15% nos principais aeroportos; e do acompanhamento do quadro meteorológico do país.

Haverá, ainda, programas de manutenção preventiva de pontes de embarque, veículos, esteiras de restituição de bagagem, elevadores e escadas rolantes. Apoio à organização e monitoria de filas em geral também facilitarão o dia a dia do passageiro – em procedimentos como restituição de bagagem e embarque e desembarque no meio-fio do aeroporto, por exemplo.

Entre as medidas anunciadas pelas companhias aéreas LATAM, Gol, Azul e Avianca estão ações com foco no atendimento, receptivo, apoio e acompanhamento de Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAEs). A lista inclui palestras e treinamentos específicos para equipes de terra e bordo; destaque de equipe própria para assistência a embarque e desembarque desse público; utilização de tecnologias assistivas, ambulift e cadeiras motorizadas; tratamento e cuidados especiais para procedimentos de embarque e desembarque massivos de cadeirantes e disponibilização de tradutores.

Além disso, as empresas informaram a ocupação de todas as posições de check-in dos aeroportos e a contratação de reforço de pessoal nas equipes de rampa, atendimento e Tecnologia da Informação, tripulantes, segurança, operações e manutenção. As empresas se comprometeram também a trabalhar com aeronaves reservas, aumento do nível de combustível das aeronaves (voos alternados) e a aplicar plano de contingência para eventual queda de sistemas de check-in. Passageiros serão avisados em comunicados especiais sobre alteração de voos e as tripulações terão capacidade de atendimento de acordo com as rotas planejadas.


As empresas de serviços auxiliares do setor de aviação, por sua vez, realizaram, como forma de preparação para o período, treinamento de equipes que atuarão no atendimento a Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAEs). Entre as ações listadas pelas empresas de aviação geral e táxi aéreo estão ações especiais de segurança para o estacionamento de aeronaves.

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