Seleção brasileira de basquete feminino do Brasil disputa amistosos na França - Surto Olímpico

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Seleção brasileira de basquete feminino do Brasil disputa amistosos na França

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Kelly e Isabella (Foto: CBB)

A seleção feminina de basquete do Brasil fará uma série de amistosos com a França como parte da preparação para os Jogos de 2016.

As brasileiras enfrentarão as francesas nos dias 1º (sexta-feira, às 13h45 de Brasília), 3 (domingo, às 12h) e 4 de julho (segunda, às 13h), em Biarritz, cidade localizada no sudoeste do país e fronteira com a Espanha.

Um dos reforços da equipe comandada pelo técnico Antônio Carlos Barbosa é a pivô Kelly Santos. Com três Jogos Olímpicos no currículo, incluindo a medalha de bronze em Sidney 2000, e quatro Campeonatos Mundiais, Kelly acredita que o grupo tem condições de fazer bonito. A atleta destacou ainda que as francesas são antigas conhecidas das brasileiras.

“Quando fui jogar na Europa, atuei na França no Bourges Basket, em 2002, e no AIX Provence, em 2008. Então as francesas são velhas conhecidas, pois também as enfrentei na Eurocopa e Euroliga, sem falar em campeonato com a Seleção Brasileira. Elas possuem um jogo bem cadenciado, bem pensado, e que com o passar do tempo evoluiu muito criando velocidade. Mas acredito no time do Brasil, no Barbosa, e acho que poderemos fazer bons jogos contra elas. Vamos ter que superar a viagem, o cansaço e o fuso, para nos adaptarmos. Mas são situações que só vão aumentar o nosso foco”, analisou Kelly.

Mas como nem só de experiência se faz uma seleção, a ala Isabela Ramona, a mais jovem do grupo, promete garra e vigor. A ala, de 21 anos, uma das promessas da nova geração do basquete feminino destaca que o suporte das mais experientes fará a diferença.

“Estou confiante que esses jogos na França nos darão uma boa base do que poderemos enfrentar na Olímpiada. A nossa equipe está mesclada com atletas experientes e outras mais novinhas. Mas essa é uma característica de toda convocação com o objetivo de ajudar o amadurecimento das mais novas, além de servir para ganharem experiência. Não acredito em pressão, pois é exatamente essa experiência das veteranas que nos dará esse respiro e confiança nos jogos. Elas são mais velhas do que a gente na idade, mas em espírito não. Nos conhecemos há muito tempo, estamos sempre brincando e o ambiente está muito bom”, disse Isabela, que defende o Sampaio Basquete (MA).

Aos poucos as novinhas estão conquistando seu espaço na Seleção. Kelly acredita que a experiência das jogadoras foi o que a ajudou quando começou, e agora não será diferente.

“A gente já está há um pouco mais de tempo e temos que dar tranquilidade para elas. Não é porque somos novinhas ou experientes. Estamos iniciando um novo trabalho para que o grupo se torne grande e bem treinado. Quando fui para a minha primeira Olímpiada, em 2000, também tinha a idade da Ramona, 21 anos. E sem dúvida foi um dos melhores momentos da minha carreira. Foi maravilhoso. Lembro que corria tanto na Vila Olímpica e as pessoas me perguntavam se fazia atletismo. Na verdade a nossa equipe era extremamente experiente com campeãs mundiais e medalhistas olímpicas, então eu quase não entrava nos jogos. Mas sabia do meu mérito e assim que o treinador quisesse me utilizar eu estaria em forma”, lembrou Kelly.

“Essa troca é muito bacana entre novinhas e mais experientes. Eu me sinto motivada ao vê-las. Me lembra da época que comecei, o prazer de defender o país pela primeira vez e ter esse peso gostoso da camisa do Brasil”, completou a pivô.

Quem viu Isabela na conquista do bronze no Mundial do Chile, em 2011, com 17 anos, já consegue enxergar uma menina diferente nessa preparação para os Jogos Olímpicos. Em cinco anos, a atleta “cresceu e apareceu”.

“Eu estou muito mais madura agora. Era muito novinha, tinha 17 anos no Mundial. Agora estou conseguindo aproveitar de forma diferente, com maturidade. A concentração, esse clima que está no grupo nos ajuda muito. E o nosso objetivo é ser um time muito competitivo nessa Olimpíada”, contou Ramona.

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