O Rio de Janeiro sediará, em 2016, o retorno do golfe ao programa
olímpico após 112 anos da última participação, em Saint Louis-1904. O
campo de 970 mil m² que receberá as disputas, construído na Reserva de
Marapendi, na Barra da Tijuca, foi entregue no domingo (22.11) pela
Prefeitura da cidade ao Comitê Organizador dos Jogos.
Fruto de um investimento exclusivamente privado, no valor de R$ 60
milhões, o campo começou a ser construído em abril de 2013, e fica a
cerca de cinco quilômetros da Vila Olímpica e Paralímpica. A localização
promete contribuir também para o nível da competição. "A praia ao lado
faz com que o vento 'jogue' muito. O campo é bem plano, então vai
dificultar bastante. A gente precisa de um campo deste para trazer uma
dificuldade grande o suficiente para o nível mundial dos golfistas",
explicou a atleta Victoria Lovelady.
Única brasileira no Ladies European Tour e a primeira do país no
ranking mundial, a golfista espera ser a representante nacional nos
Jogos Olímpicos. Como sede, o Brasil tem asseguradas uma vaga no
masculino e uma no feminino. Os demais jogadores serão definidos de
acordo com o ranking internacional. "A preparação começou há quatro anos
ou até mais. Estou conseguindo ver melhoras a cada ano", comemora.
Além de Victoria, outras pessoas também poderão usufruir do campo de
golfe depois das Olimpíadas, já que o espaço será aberto à
população."Aqui poderemos fazer projetos de inclusão social, alto
rendimento, formação de treinadores e de novos atletas, para abrir o
golfe para uma nova realidade", adiantou o presidente da Confederação
Brasileira de Golfe (CBG), Paulo Cezar Pacheco.
Com o benefício do campo no Rio de Janeiro, o dirigente acrescenta
que há também a responsabilidade de difundir a modalidade pelo país.
"Estimamos ter, em dez anos, mais de 200 mil jogadores no Brasil",
calcula."Há cinco anos, nem sonhávamos em ter um campo olímpico com 18
buracos, a nível internacional. É o primeiro campo público do Brasil e
foi construído para termos aqui a volta do golfe nos Jogos Olímpicos",
destacou Pacheco.
Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

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