Organização Mundial da Saúde descarta testes para vírus na Baía da Guanabara - Surto Olímpico

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Organização Mundial da Saúde descarta testes para vírus na Baía da Guanabara

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) descartou a necessidade de testes para vírus nas águas da Baía da Guanabara. As recomendações ao Comitê Organizador Rio 2016 e ao Comitê Olímpico Internacional são no sentido de se intensificar a frequência dos testes para bactérias.

“Não serão feitos testes de vírus porque a OMS não vê necessidade”, afirmou o diretor executivo de Comunicação do Rio 2016, Mario Andrada.

A OMS afirma que não recomenda testes de vírus como monitoramento de rotina porque faltam métodos padronizados para isso, o que dificulta a interpretação de resultados.

Os testes virais, ainda segundo o documento, são feitos apenas em “circunstâncias excepcionais e específicas”, como em caso de surto com causa viral comprovada, ou como parte de protocolo de pesquisa. “Fora isso, os testes virais não são recomendados, de acordo com os atuais procedimentos internacionais”.

“As orientações da OMS são para que os testes sejam focados em duas bactérias – enterococcus e E.coli,”, disse Mario Andrada, explicando que os testes eram feitos semanalmente, ou a cada três dias, eventualmente a cada dia.

As recomendações para que a frequência seja intensificada será seguida, afirmou o diretor executivo, ainda que a OMS não tenha estabelecido um número ideal quanto aos testes a serem feitos.O documento foi divulgado no site da OMS em resposta a questões sobre riscos para a saúde dos atletas que estarão competindo em águas abertas – como vela, remo, canoagem e maratonas aquáticas.

A OMS pede às autoridades que sigam seu guia para atividades recreativas na água, como um programa contínuo de testes microbiológicos para bactérias, além de inspeção sanitária para identificar fontes de riscos à saúde de banhistas decorrentes de poluição.

Os testes relacionados a bactérias usam indicadores standard, baseados em guias internacionais de monitoramento de água no contexto de saúde pública.

Evidências sugerem, diz o documento, que na maior parte das vezes os problemas de saúde decorrentes de fezes contaminadas na água – se ingerida – são limitados a gastroenterites de curta duração.

Foto: Getty Images

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