A consolidação da Colômbia como segunda força olímpica da América do Sul - Surto Olímpico

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A consolidação da Colômbia como segunda força olímpica da América do Sul

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Que o Brasil é a maior potência olímpica na América do Sul não há dúvidas, mas a ascensão da Colômbia sobre a Argentina como segunda força do continente chama a atenção. O título de Mariana Pajón no Mundial de BMX, no último domingo, coloca mais um atleta colombiano no posto de melhor do mundo em uma modalidade presente no programa olímpico.

Se os Jogos Olímpicos do Rio fossem hoje, a Colômbia chegaria com três campeões mundiais: Caterine Ibaguen (salto triplo), Yuri Alvear (judô) e Mariana Pajón (BMX). Os colombianos ainda possuem Puerta Zapata, atual medalhista de prata mundial do ciclismo keirin masculino, e Óscar Figueroa, medalhista de bronze no último Mundial de Levantamento de Peso. 

Já os argentinos aparecem apenas com o vice-campeonato da Copa do Mundo de Futebol, e medalhas de bronze no Mundial de Boxe, com Yamil Peralta, e os times masculino e feminino de hóquei sobre a grama.

Hoje, facilmente podemos considerar Caterine Ibaguen, que conseguiu sua melhor marca da vida em julho na Diamond League, e Mariana Majón, soberana em todas as fases do Mundial de BMX, os melhores do mundo em suas categorias. Já a Argentina dificilmente chegará ao Rio com algum atleta favorito absoluto ao ouro.

A situação atual no panorama mundial não reflete os dados da história olímpica dos dois países. Enquanto a Argentina possui 70 medalhas olímpicas, a Colômbia conquistou apenas 19 até hoje. Mas se pegarmos apenas Londres 2012, foram oito medalhas colombianas contra quatro argentinas. Mesmo nos Jogos Olímpicos da Juventude 2010 os colombianos levaram vantagem.

E não precisa ir tão longe, nos próprios Jogos Panamericanos a Colômbia superou a Argentina tanto em número de ouros quanto em número total de medalhas em 2007 e 2011. Joga ao lado da Argentina o fator de enviarem mais atletas às Olimpíadas desde a década de 50, quando o esporte sulamericano começou a ganhar maior espaço.

As vagas olímpicas para o Rio 2016 e o próprio Pan de Toronto 2015 poderão servir como termômetros, mas hoje é inquestionável a superioridade colombiana sobre a Argentina no cenário esportivo Mundial. Enquanto a Colômbia lida muito bem com seus pontos fortes, como atletismo e ciclismo, os argentinos seguem com a sina de montar times fortes em determinados esportes coletivos que possuem muita competição e depender de dias inspirados de seus atletas nas lutas.

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