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Vôlei na neve vira mania na Europa, e criadores querem esporte nos Jogos Olímpicos

O vôlei de praia é um esporte bastante popular no Brasil, seja profissional ou de modo amador. Basta uma rede, uma bola, uma demarcação no chão e alguns praticantes para que um jogo aconteça. Mas essa paixão não é exclusividade brasileira. Na Europa, por exemplo, há muitos adeptos, mesmo que o clima nem sempre ajude. Em lugares de neve, como a Áustria, é preciso usar a criatividade. E foi assim que Martin Kaswurm e seus amigos adaptaram a modalidade para sua realidade. Apenas o cenário mudou, e o vôlei de praia virou vôlei na neve. O que era uma brincadeira se transformou em um esporte oficial no país e que pode, no futuro, entrar no programa das Olimpíadas de Inverno. Pelo menos, é a pretensão de seus idealizadores.

Tudo começou quando Kaswurm e alguns amigos decidiram levar praticantes de vôlei de praia para jogar no topo de uma montanha em Wagrain, distrito de Salzburgo, em 2009. O torneio informal foi um sucesso, e eles perceberam que daria para levar a ideia adiante. O evento passou a ser organizado anualmente e, cinco anos depois, há competições em países como a própria Áustria, a Suíça, a Itália e a Alemanha, com paradas para etapas em diversas cidades.

- Já fomos convidados por mais dez destinos para fazer nossos torneios por lá. No momento, somos um esporte oficial na Áustria, mas tentamos negociar associações com outras federações de vôlei, da Itália, Suíça e Alemanha, por exemplo. É um caminho muito longo a percorrer, mas queremos que o vôlei na neve seja o primeiro esporte dos Jogos Olímpicos de Inverno a serem jogados com uma bola - comentou Kaswurm, um dos idealizadores da modalidade.

Atualmente, os torneios de vôlei na neve recebem milhares de espectadores em suas etapas nas montanhas e têm atrações como cheerleaders, pistas de esqui, shows, festas e até mesmo banheiras hidromassagem aquecidas. O primeiro torneio oficial, por exemplo, teve um público de mil pessoas, composto, em grande parte, por jovens. Agora, é normal que 15 mil espectadores compareçam. Há até mesmo um ranking com os melhores jogadores da modalidade, liderado por Michal Matyja, da Polônia, Benni Jankovski, da Suíça, e Florian Schweikart, da Alemanha, e transmissões televisivas.

- Todo esporte tem patrocinadores e, como passamos na TV, temos os nossos também. Ainda há mais deles se interessando em financiar a nossa modalidade, que é nova e fascinante. Em termos de popularidade, o esporte tem, com certeza, a chance de chegar ao nível do esqui ou mesmo do snowboard. A diferença é que é bem barato. Se as federações nacionais começarem a investir nisso, o esporte terá um futuro brilhante - completou o austríaco.

Apesar de o clima brasileiro não ser nada propício à prática do vôlei na neve, Kaswurm diz acreditar que os atletas do país, por sua tradição na modalidade nas quadras e nas areias, se dariam muito bem nos solos brancos do Velho Continente. Ele lembrou até que o ex-jogador de praia Roninho Ferramenta, que parou aos 27 anos e foi morar na Suíça com a namorada, compareceu a uma edição do torneio de vôlei na neve.

- Pensamos que os atletas brasileiros iriam brilhar na neve pela Europa. O Roninho (Ferramenta) ficou maravilhado com nossa modalidade - disse.

É comum que jogadores profissionais do vôlei de praia atuem na competição no gelo. Martin Plavins, que é medalhista de bronze olímpico, já participou de uma edição, assim como Benedikt Tschirky, da Suíça, que disputou o Circuito Mundial de categoria de base na praia e atualmente se dedica exclusivamente ao vôlei na neve.  


Foto: Divulgação
Fonte: Globoesporte.com/Gabriel Fricke

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