Primeiro, o
Estádio de Atletismo Célio de Barros foi salvo da demolição, assim como o Parque
Aquático Julio de Lamare, ambos no Complexo do Maracanã. Agora, a luta é pela reconstrução do equipamento,
cuja pista foi asfaltada para virar canteiro de obras do estádio. Em agosto, o
Governo do Estado anunciou que os dois não seriam demolidos. Desde
então, procurou-se o responsável pelo pagamento da reforma, estipulada em R$
10 milhões. O Consórcio Maracanã e o Governo do Estado se livraram da
responsabilidade, e o dinheiro sairá do Ministério do Esporte, dentro do
programa elaborado pela pasta para construir uma pista de atletismo e uma
piscina olímpica em cada federação do país.
De acordo
com o presidente da Federação Estadual de Atletismo do Rio de Janeiro (Farj), Carlos
Alberto Lancetta, para que o dinheiro seja liberado é preciso que o governo
estadual se cadastre.
- Há falta
de vontade política. Estão empurrando com a barriga para usar o Célio de Barros
como estacionamento para a Copa.
Secretário de esportes estadual, André Lazaroni avisa que o dinheiro
já saiu e que a
licitação para a escolha da empresa que vai executar a obra será lançada
em janeiro. Como este período vai durar três meses, o Célio de Barros
só começará a ser
recuperado depois da Copa do Mundo de futebol, já que o Maracanã será
entregue à Fifa dois meses
antes da competição. De fato, o espaço será usado como estacionamento,
como aconteceu na Copa das Confederações.
- Não houve falta de vontade política, mas falta de dinheiro do Governo – rebateu
Lazaroni.
O plano do Consórcio Maracanã era levantar no terreno do Célio de Barros um
estacionamento com lojas. De acordo com Lancetta, alguns restaurantes já haviam
comprado espaço no empreendimento. Sugeriu-se fazer uma pista suspensa, acima
do estacionamento, inviabilizado pela existência da arquibancada.
Segundo o site GloboEsporte.com, alguns dias depois de o
governador Sérgio Cabral anunciar que os equipamentos não seriam demolidos, a pista não existia mais, soterrada por uma camada de meio metro de cimento e
aterro. A torre de controle foi derrubada, e a gaiola para lançamentos,
danificada. Equipamentos como colchões e barreiras estão guardados em uma sala
úmida sob as arquibancadas, que apresentam infiltrações.
Dentre os cinco atletas de nível olímpico que
treinavam no Célio de Barros, três foram para São Paulo. Um dos que ficaram,
Aldemir Barros virou militar e treina na Escola de Educação Física do Exército
na Urca, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Fonte: Globoesporte.com

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