Arábia Saudita e o preconceito com as mulheres no esporte.

                Dalma Malhas (KSA) nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Singapura 2010.



A Arábia Saudita, junto com o Qatar e Brunei, são os três países que nunca enviaram mulheres para Jogos Olímpicos, entretanto o Qatar prometeu enviar uma atleta para os Jogos, caso alguma se qualifique.

Mas em um relatório de 51 paginas do Human Rights Watch (ONG dos EUA relacionada aos direitos humanos), "Passos do Diabo: Negação do esporte a mulheres e garotas." A ONG diz que o país árabe nega educação física para as garotas nas escolas do Estado assim como práticas discriminatórias em relação a permitir abertura de academias para mulheres e apoiar apenas clubes exclusivos para homens e pede, até a exclusão do país das Olimpíadas de Londres.

O Comitê Olímpico Saudita também não possui programas para atletas femininas, o que viola a Carta Olímpica, diz a ONG, que tem sua sede em Nova Iorque (USA). A Carta diz que proíbe "qualquer forma de discriminação em relação a país ou a uma pessoa por causa de raça, religião, sexo ou qualquer outra coisa." 

O relatório foi publicado hoje para coincidir com o começo da 5ª Conferência Mundial para as Mulheres, que será em Los Angeles (USA) ainda hoje. O presidente do COI, Jacques Rogge, irá comparecer a conferência.

A única atleta saudita que, talvez, compareça aos Jogos, devera ser a amazona Dalma Rushdi Malhas, que conquistou a medalha de bronze na primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, em Singapura (SIN). Mas, seguindo os costumes sauditas, a atleta estava acompanhada de seu avô (como seu guardião) e vestia o Hijab, tradicional vestimenta árabe.

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