Gustavo 'Grummy' Guimarães mantém esperança de vaga em pré-olímpico mundial: "Enquanto tivemos chances, vamos batalhar"


Por Marcos Antônio

Gustavo 'Grummy' Guimarães é o principal nome do Polo aquático brasileiro. Um dos líderes da renovada seleção brasileira, que teve o bicampeonato da copa Uana e o bronze e a perda da vaga olímpica nos Jogos Pan-americanos em 2019, falou em entrevista ao surto olímpico que ainda tem esperanças de conseguir a vaga olímpica via pré-olímpico mundial:

"A gente sabe que pode melhorar, porque tivemos um ano muito bom, em que mostramos que podemos jogar de igual para igual com todo mundo. E temos uma chance de corrigir isso em março, a gente sabe que é muito difícil, mas não é impossível. Enquanto tiver uma chance a gente vai batalhar na Holanda (Sede do pré-olímpico mundial de polo) na última semana de março e a gente vai com tudo para buscarmos essa vaguinha."

Grummy, de 25 anos e é jogador do Esporte Clube Pinheiros, acredita que se o Brasil conseguir contar com sorte no sorteio dos grupo ou no cruzamento na fase eliminatória o Brasil pode ficar entre as quatro primeiras seleções, que garantem vaga em Tóquio: "A gente sabe que nesse pré, apesar de não ter todas as vagas definidas, vamos ter grandes seleções europeias e de repente em um sorteio, em um cruzamento, ás vezes pode ser um tiro certeiro que você dê ali e quem sabe?"

E Grummy se apega um fato de que ele não esquece para acreditar que tudo é possível: "Depois de 10 de agosto de 2016 que a gente ganhou da Sérvia nos jogos olímpicos do Rio, um 'Dream team' que ganhou tudo e era atual campeão olímpico, eu acredito que tudo possa acontecer no esporte." Lembrou Grummy. 

Nos jogos de 2016, primeira olimpíada de Grummy, o Brasil avançou até a fase eliminatória e terminou em oitavo lugar, após 32 anos ausente do polo aquático olímpico. Com uma seleção bem renovada, Grummy sabe que esses novos jogadores precisam de experiência, algo que por conta da crise que a CBDA sofreu nesse ciclo não foi plenamente possível: "Com certeza a crise prejudicou, uma renovação sempre é difícil, até porque nós tínhamos muitos jogadores que ou mudaram de seleção, ou pararam de jogar, ou deixaram a seleção e isso faz diferença. Porque um grupo que tinha experiência saiu e agora a molecada vai ter que ganhar essa experiência também.E apesar de não ter tanta experiência assim, é um grupo que tem vontade"

Neto de João Gonçalves Filho, que participou de sete olimpíadas na carreira, Grummy afirma que almejar repetir o feito do avô seria ambição demais, mas espera que com sua experiência consiga levar o polo aquático do Brasil a mais jogos olímpicos:

"Eu que já fui a uma olimpíada, quero ir de novo, essa vontade é muito grande em mim. Até pela história da minha família, meu avô ter ido a sete olimpíadas, quem sabe chegar lá e ir para duas, três olimpíadas...Apesar de ser novo ainda, acabo sendo um dos mais experientes, são mais de 10 anos de seleção adulta. E essa bagagem faz a diferença na hora de um jogo. Que seja importante a seleção ganhar experiência indo para Tóquio, e se não for, que seja para Paris. O que importa é que o polo do Brasil tem que voltar para a olimpíada." concluiu

foto: @photos.Lulu

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