Ítalo Ferreira detalha epopeia para disputar Mundial de surfe após ter passaporte roubado nos Estados Unidos


O surfista brasileiro Ítalo Ferreira passou por uma verdadeira epopeia para conseguir chegar a tempo na praia de Miyazaki(JPN) para a disputa do mundial de surfe da ISA(Associação internacional de surfe, em português). 

Em seu instagram, ele explica que foi roubado nos Estados Unidos no dia 6 de setembro,às vésperas de ir para o Japão  e dentro da mochila levada, tinha o seu passaporte. A partir daí começou a correria para tirar um novo passaporte e um novo visto, já que se ele não comparecesse no mundial, Ítalo deixaria de ser elegível para a vaga  para os jogos olímpicos em Tóquio.

Após fazer um novo passaporte, Ítalo iria embarcar para Tóquio no dia 9 e lá faria a entrevista para a obtenção do visto japonês. Mas por conta da chegada de um furacão, que destruiu Bahamas e passou próximo dos Estados Unidos, o seu voo atrasou por 18 horas. 

Ítalo ainda conta que chegou conseguiu remarcar a entrevista par ao dia 10, quando chegou. E era no mesmo dia que a competição começaria. E ele só conseguiu chegar a tempo porque as baterias da primeira rodada atrasaram e ele chegou com a sua - uma das últimas em andamento. Vestindo rapidamente a lycra do Brasil, pegando emprestado a prancha de Filipe toledo e usando uma bermuda jeans, e tendo menos de 10 minutos, ele conseguiu mesmo com poucas ondas. Italo somou 13,46 pontos, vencendo o argentino Leandro Usuna (2º), o mexicano Dylan Southworth (3º) e o norueguês Frode Goa (4º), avançando à segunda fase.

"Analisando bem, tinha tudo pra dar errado com tanta coisa acontecendo, mas sempre tive esperança até o final. Isso pra mim foi uma história de superação, mesmo sendo um campeonato que não “vale“ pra classificação das olimpíadas, pelo fato de eu estar buscando minha classificação pelo ranking WSL. Eu tinha que estar no Japão senão perdia a chance e poderia me tornar ilegível à vaga." escreveu Ítalo nas redes sociais.


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(Continuação nos comentários) Se você tiver um minuto, leia o texto abaixo e reflita comigo sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias. Você pode transformar essa história em algo positivo pra sua vida. Fui roubado 4 dias atrás, nos Estados Unidos. Na minha mochila, que eles levaram, tinha alguns pertences pessoais e o documento mais importante para uma pessoa que está viajando e nem sabe falar perfeitamente a língua local: o passaporte. Este era eu. Sem saber pra onde ir, sendo que no mesmo dia eu tinha um voo marcado para o Japão 🇯🇵 para competir em um evento mundial essencial na busca por uma vaga nas olimpíadas de 2020, em Tokyo. No dia seguinte ao roubo, tive ajuda de algumas pessoas do Brasil, Estados Unidos e até mesmo do Japão. Tentaram me ajudar com um passaporte novo, um visto japonês e o mais difícil: o visto americano. Todas as informações diziam que o melhor era eu sair dos Estados Unidos para refazer tudo (marcar horário, agendar entrevista, etc) no consulado americano. Então saí dos Estados Unidos no dia 08 de setembro e embarquei para Tokyo, com entrevista marcada para o dia seguinte, 09. Parecia tudo normal, mas MEU VOO ATRASOU POR CAUSA DE UM FURACÃO - inclusive, fiquei 18 horas dentro do avião. Ou seja, eu não teria como chegar a tempo para a entrevista no consulado no Japão. Então remarquei para as 8:30 do dia 10 de setembro, primeiro dia da competição, sem ter certeza de que o visto seria aprovado. Eu estava confiante e feliz, mesmo depois de tudo, só por ter chegado até o Japão. O visto foi aprovado, deixei meu passporte no consulado americano e comecei mais uma missão. Fui correndo para o Aeroporto de Tókio em busca do primeiro voo para a cidade onde eu iria competir. Minha bateria era a 6ª do Round 1, mas o evento atrasou 1 hora e isso me deu uma pequena chance de chegar a “tempo”. Quando pousei no aeroporto, saí correndo: larguei as malas e fui direto para o carro do comitê brasileiro que estava a minha espera. Minha bateria já tinha começado e demoramos 10 minutos do aeroporto até a praia. CONTINUA NOS COMENTÁRIOS!
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O mundial de surfe está acontecendo no Japão e ao final da competição, faremos o seu resumo.

foto: Pablo Jimenez/ ISA

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