Halterofilista americana acusa colega de abuso sexual durante evento pré-olímpico no Rio de Janeiro


A halterofilista americana Jennyfer Roberts resolveu se pronunciar publicamente sobre ter sido estuprada por um colega de seleção de levantamento de peso, Colin Burns, durante um evento pré-olímpico no Rio de Janeiro em 2016.  Após a Safesport, entidade independente, para investigar o caso, e após 11 meses de demora e a punição de Burns de 12 anos afastado do esporte ter sido revista, ela resolver vir a público falar sobre o doloroso assunto.

Segundo Roberts, ela chegou alcoolizada em seu quarto de hotel e foi dormir. Ela acordou com Burns em cima dela consumando o ato sexual "Depois de uma noite de bebedeira reconhecidamente pesada, voltei para o meu quarto, minha cama, sozinha. Minha colega de quarto não estava lá, mas outra companheira de equipe estava dormindo na outra cama. Não tem problema, eu fui dormir em segurança. Quando eu finalmente acordei minhas pernas estavam fora da cama, ele estava em cima de mim, já dentro de mim" disse nas redes sociais

ennyfer optou por não fazer a denúncia logo que retornou aos Estados Unidos. Porém, segundo a atleta, problemas psicológicos, como crises de pânico, tornaram impossível manter o silêncio. Na época, ela levou o caso para a entidade máxima de halterofilismo nos Estados Unidos - USA Weightlifting, a USAW -, que encaminhou o mesmo para um órgão independente criado pelo Comitê Olímpicos dos Estados Unidos em 2017 para proteger a segurança dos atletas (SafeSport).

Insatisfeita com o rumo do caso, Jennyfer acusa as entidades de negligência. Após 11 meses de investigações da SafeSport, Burns chegou a ser punido com 12 anos de afastamento das atividades no levantamento de peso. Mas, a defesa do atleta levou o caso para um painel de arbitragem, composto por dois ex-juízes federais e um advogado. Na época, a defesa alegou que a SafeSport não havia provado evidências suficientes de que Burns teve contato sexual (não-consensual) com Roberts, e a proibição foi revista, passando para 18 meses a contar a partir de janeiro de 2017

Burns continou competindo durante a investigação e foi campeão pan-americano em 2017. Jennyfer entrou com uma ação na justiça contra o halterofilista, o comitê olímpico dos Estados Unidos e a USA Weightlifting. Na época do abuso, Burns era representante de atletas no conselho de administração do órgão nacional do esporte e ele nega veementemente ter estuprado Jennyfer e que a relação foi consensual

O comitê olímpico americano ainda não se pronunciou sobre o assunto, já a USAW se pronunciou por meio de Phil Andrews, membro-executivo:  "Eu quero que nossos atletas não sintam nada além de apoiados e capacitados pela USAW e eu tomarei todas as providências necessárias para garantir que isso aconteça. O fato de a queixa ter levado 11 meses para ser investigada é inaceitável e pedimos desculpas por isso. O assunto (revogação da pena) não estava em nossa jurisdição"


foto: Getty Images

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