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Radamés Lattari destaca equilíbrio da Superliga e comenta planos da CBV para Mundial

 

Foto: Wander Roberto/Inovafoto

Equilíbrio é a palavra que define a temporada de clubes do vôlei brasileiro. Times do topo da tabela precisam suar a camisa para tentar vencer adversários da parte de baixo da classificação. Em janeiro, o Sada Cruzeiro, líder no turno do naipe masculino, foi eliminado na Copa Brasil para o Joinville, oitavo  na primeira fase. No feminino, os fortes Minas e Praia Clube perderam na mesma rodada para Maringá (8º) e Barueri (11º).

Em entrevista ao Surto Olímpico, o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei comentou que o equilíbrio favorece o espetáculo, independente das condições financeiras dos clubes e suas posições na tabela.
– Talvez essa seja a semana que tenha demonstrado o quanto a Superliga está equilibrada. Mesmo tendo equipes de maior investimento, elas estão encontrando dificuldades de ganhar de quem tem um investimento inferior. Os jogos com esse equilíbrio fazem com que o público venha para o ginásio sem saber qual o resultado esperar daquela partida, tanto no masculino quanto no feminino, comentou Radamés Lattari.
Na Superliga Feminina, seis equipes brigam pela liderança e estão separadas por apenas seis pontos. A diferença também é pequena entre as que correm risco de rebaixamento – apenas sete pontos. No masculino, o equilíbrio é pra decidir quem acabará no G-4 para ter o apoio da torcida nos playoffs.
"Tivemos as quartas de final da Copa Brasil e quase todos os jogos do masculino e feminino foram 3 a 2, e alguns dos favoritos perdendo. A gente fica feliz [com o equilíbrio] porque o objetivo da CBV é dar aos clubes a possibilidade de eles se preocuparem somente com seus investimentos na estrutura de suas comissões técnicas, do plantel de seus atletas e a CBV, de fora, tenta melhorar cada vez mais a estrutura da competição", disse.
Lattari esteve presente a beira da quadra na vitória do Fluminense por 3 a 0 contra o Sesc-Flamengo pelo returno da Superliga feminina. Estavam em quadra jovens nomes aspirantes a seleção adulta, como a tricolor Marcelle e as rubro-negras Helena, Lorena e Laís.
"É um sonho nosso de alguns anos ter a seleção de novos. Esse ano nós vamos ter a seleção sub-17, sub-19, sub-21, a seleção de novos sub-23 jogando a Copa Panamericana Júnior e nós ainda vamos ter a seleção sub-25 numa parceria com a CBDU jogando a Universíade. Vamos ter bastante espaço para melhorar o nível técnico dos nossos atletas mais jovens para que eles possam chegar na categoria adulta cada vez com uma experiência maior".

Radamés foi reeleito na presidência para o ciclo olímpico de Los Angeles e continua no cargo até 2029. As seleções masculina e feminina vão disputar Mundiais em 2025, nas Filipinas e Tailândia, respectivamente. O presidente comentou sobre os preparativos da CBV para a sequência das seleções principais.
"Passei a manhã toda reunido com o Zé Roberto, com o Jorge Bichara, com o Filipe, que é o supervisor da seleção feminina, preparando toda a programação desde o início – da VNL até chegar ao fim do ano no Campeonato Mundial. Então, está sendo discutido e durante esse mês de fevereiro vão ter outras reuniões para que em março esteja já tudo pronto, e em abril comece os treinamentos."
A seleção feminina, comandada por Zé Roberto Guimarães, é atual vice-campeã Mundial e medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O treinador busca o título inédito. O masculino, treinado por Bernardinho, é tricampeão mundial e atual medalhista de bronze na edição de 2022.

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