O Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) retomou nesta quinta-feira (09), o julgamento do caso de doping da patinadora artística russa, Kamila Valieva. A ação é mais um capítulo na saga que abalou as Olimpíadas de Pequim do ano passado e lançou uma sombra sobre a já problemática política antidoping da Rússia. Resultado final deve sair nesta sexta-feira (10).
O tribunal com sede em Lausanne, na Suíça, começou a ouvir o seu caso em Setembro, mas suspendeu o processo depois de um painel de árbitros ter solicitado mais documentação. A audiência, que é fechada ao público foi retomado na quinta-feira e tem previsão de terminar ainda hoje, e contará com o restante das provas, bem como as alegações finais das partes.
Valieva testou positivo para a substância proibida trimetazidina, destinada a prevenir a angina, no campeonato nacional russo em dezembro de 2021, quando ela tinha 15 anos. Sua equipe disse que o teste positivo pode ter sido devido a uma confusão com o medicamento para o coração de seu avô.
O resultado do teste, porém, só foi divulgado um dia depois de ela ter ajudado o Comitê Olímpico Russo (ROC) a conquistar o ouro por equipe nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em fevereiro de 2022. O Comitê Olímpico Internacional (COI) autorizou Valieva a participar da prova individual feminina, apesar do teste positivo, mas disse que as medalhas para a prova por equipes não seriam alocadas até que seu caso fosse resolvido.
O atraso na atribuição de medalhas irritou os concorrentes, como Vincent Zhou , um dos patinadores da equipe dos Estados Unidos, medalha de prata na cmpetição, que chegou a dizer que o sistema global antidoping estava a “falhar os atletas”.
A comissão disciplinar da agência antidoping russa (RUSADA) concluiu que Valieva cometeu uma violação pela qual ela “não teve culpa ou negligência”. Ela não foi sancionada, mas seus resultados nos campeonatos nacionais no dia em que testou positivo foram anulados.
A RUSADA, a Agência Mundial Antidopagem (WADA) e a União Internacional de Patinagem (ISU) estão a contestar esta decisão no mais alto tribunal do desporto. A RUSADA, no entanto, disse que buscava “as consequências apropriadas” para o delito, enquanto a ISU buscava a suspensão.
A WADA está buscando uma suspensão de quatro anos que incluiria a anulação dos resultados de Valieva nos Jogos de Pequim, negando efetivamente à ROC sua medalha de ouro no evento por equipes.
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