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Com três atletas, Brasil está pronto para a disputa individual da ginástica rítmica em Santiago-2023

 

Atletas e treinadoras juntas posando para foto. As ginastas estão de camisa e shorts verde marca texto e escuro, respectivamente e as treinadoras
Foto: Ricardo Bufolin/CBG

A ginástica rítmica brasileira está passando por uma ótima fase. O ano de 2023 foi repleto de conquistas, tendo dobradinha no Pan-americano da modalidade com Barbara Domingos e Geovanna Santos, título de Babi em Grand Prix, pódio e finais em etapas de Copa do Mundo, fora a vaga olímpica conquistada pela paranaense no Mundial deste ano.

Em Santiago, elas contarão com a companhia de Maria Eduarda Alexandre, jovem de apenas 16 anos, que conquistou a vaga após ser campeã no geral nos Jogos Pan-americanos Júnior em Cali-2021. O Surto Olímpico esteve nos dois treinos do individual e conversou com as ginastas e suas treinadoras.

A expectativa para pódios em todas as provas é alta, porque além do favoritismo, tem Bárbara competindo com a leveza de já ter garantido vaga olímpica no individual e no conjunto. 

"Eu estou vindo bem mais tranquila,  acredito que o peso da questão da vaga, deu uma aliviada, porque caso a gente não pegasse a vaga no Mundial, estaríamos que estar aqui disputando pelo Pan. Há a expectativa (de ouros) e a gente treinou bastante para estar aqui, lógico, a gente espera é o melhor resultado. Mas tudo vai ser consequência que a gente for fazer dentro de quadra", contou Babi.

"A vaga vai dar uma tranquilidade para entrar na quadra não é aquele ai meu Deus não posso errar vale vaga olímpica. Porque é uma pressão muito grande, que deixa a ginasta mais ansiosa e então a gente vem um pouco mais leve. Claro que na hora adrenalina sobe, estamos numa competição com ginásio cheio, a gente quer fazer o melhor a gente quer trazer essa medalha pro Brasil. e dar mais esse orgulho", comentou sua técnica Marcia Naves.

Babi, morena de pele bronzeada, está de collant preto e branco e com a cabeça para baixo antes de começar a apresentação. A fita em tons de azul está enrolada nela
Foto: Ricardo Bufolin/CBG

A sua famosa apresentação na fita, ao som de "Bad Romance" estará no Pan e ela nos explicou como faz para enrolar o aparelho no seu corpo para iniciar a apresentação.

"É uma mágica", disse rindo. "Eu demorei muito tempo. Acho que foi um dia praticamente montando essa série porque era uma coisa minha, um desejo meu ter uma pose diferente que se enrolasse. Porque como a música é como se eu fosse um zumbi, com várias mãos de zumbi, então achei interessante começar toda enrolada como se fosse uma múmia. E então no caso a gente trabalhou muito, tive que gravar várias vezes para entender como é que fazia".

Babi vai usar o Pan como uma competição importante para a preparação olímpica. Segundo ela, servirá para fazer os últimos ajustes para os Jogos. 

"O Pan já é uma preparação para as Olimpíadas. A gente fala que é um treinamento de luxo para gente afinar as séries e logo depois aqui pensar totalmente em Paris. O que tiver que mudar, a gente já muda e trabalha". 

Geovanna Santos estreia nova série nas maças 

Geovanna Santos é´negra, está com um collant colorido e segurando as maças coloridas, com a ponta na cor rosa. Ela está de lado, com a cabeça deitada e sorrindo
Foto: Ricardo Bufolin/CBG


Vice-campeã no geral no Campeonato Pan-americano da modalidade em junho, Geovanna fez um ótimo primeiro dia no Mundial, mas no segundo cometeu falhas e acabou não conseguindo a vaga olímpica. Essa seria sua segunda Olimpíada, mas a primeira no individual, já que em Tóquio-2020, ela competiu no conjunto.

"Fiquei triste, porque era uma realização de sonho. Já fui para uma olimpíada, mas eu queria ir para mais uma né e infelizmente não consegui ir nessa, mas estamos batalhando agora no nosso objetivo agora é 2028, não vou desistir", falou Jojô, como é chamada.

Sua nova série tem o tema terror e assim como sua apresentação da fita, que é ao som de "Rajadão" de Pablo Vittar, essa é bem performática e ela revelou estar treinando caras e bocas para esse novo número. Sua treinadora falou sobre a série:

"A gente fez uma série em tempo bem curto (30 dias), né? É de terror, boneco assassino. Diferente da série antiga que era uma música búlgara. Acho que ela precisa ter alguma coisa diferente para marcar", contou sua treinadora, Gizela Batista.

Novata, Maria Eduarda Alexandre chega para seu primeiro Pan

Maria Eduarda Alexandre está de collant rosa e azul e está segurando o arco, também azul e rosa. Ela é branca e morena e está com ponta de pé no pé direito
Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Maria Eduarda Alexandre, a Duda, tem apenas 16 anos e está no segundo ano do Ensino Médio. Ela se divide entre estudar de manhã e treinar à tarde. Ela está no Pan após ser ouro no geral nos Jogos Pan-Americanos Júnior de Cali-2021 e nos contou um pouco sobre a rotina.

"Eu vou pra escola às 7h30, estudo até 12h40, dali até as 13h30, é o meu tempo de almoço. Eu moro bem perto do ginásio, já vou ali já vou de a pé e corro pra lá. Das 13h45 às 19h30 é meu horário de treino.  

É uma rotina bem puxada. Eu não consigo fazer tipo atividade da escola durante a semana porque depois do treino ainda tem Fisioterapia ou aula de inglês", contou.

Durante o treino era nítido que Duda se cobra para que tudo saia correto e sua treinadora, Solange Paludo, confirmou que ela é uma atleta perfeccionista.

"Ela é uma ginasta perfeccionista, eu acho que até a modalidade existe esse perfeccionismo, né? Então ela é muito trabalhadora, as dificuldades e a coreografia dela são de nível elevado, então existe as falhas ainda, mas eu acredito que aos poucos ela vai tendo essa maturidade dominando cada vez mais e ainda com esse grau alto, ninguém segura", falou Solange.

O Pan-americano aparece justamente no seu primeiro ano de profissional. Ela disputou duas etapas de Copa do Mundo no início do ano e se concentrou nos preparativos para Santiago. Isso não impediu ele de estar achando incrível este "novo mundo" no qual ela entrou recentemente,

"Tá sendo uma experiência incrível. Primeiramente porque competições grandes como essa, eu já fui para duas Copas do Mundo esse ano eu achei incrível. Um contato mais próximo com ginastas medalhistas mundiais sempre fico maravilhada porque ver Stiliana Nikolova (BUL), Darja Varfolomeev (GER) até mesmo Jojo e Babi competindo no Mundial, foi incrível", contou sorridente.

A ginástica rítmica será disputada entre 1 e 4 de novembro, na parte da tarde, com transmissão do Canal Olímpico do Brasil, Cazé TV e Panam Sports Channel.

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