A World
Archery revelou através de um Grupo de Trabalho que a organização permanece
"muito longe" de admitir um retorno para os atletas russos e belarrussos, em competições organizadas pela organização, devido a respostas que a entidade tem recebido referentes às condições exigidas, pelas
Federações Nacionais de ambos os países.
O
Conselho Executivo Mundial do Tiro com Arco revelou planos para permitir que
atletas de ambos os países possam competir como neutros individuais em abril,
depois que o Comitê Olímpico Internacional (COI) levantou polêmica sua
proibição total.
O
COI recomendou que atletas da Rússia e de Belarus afiliados às forças armadas
ou que apoiaram a guerra na Ucrânia deveriam permanecer impedidos de competir,
e o World Archery formou um Grupo de Trabalho para desenvolver um cronograma
para o retorno dos elegíveis.
O
vice-presidente mundial de tiro com arco, Jörg Brokamp, da Alemanha, está
presidindo o Grupo de Trabalho, que ele descreveu no Congresso Mundial de Tiro
com Arco em Berlim como "a tarefa mais difícil da minha vida".
O
Grupo de Trabalho também é formado pelo secretário geral do tiro com arco
mundial, Tom Dielen, da Suíça, e pelos membros do Conselho Executivo
Jean-Michel Cleroy, da França, e Crystal Gauvin, dos Estados Unidos, que também
é presidente da Comissão de Atletas. Eles aprovaram critérios para o retorno de
atletas neutros em maio e um processo de cinco etapas para que isso seja
concluído.
"Não
temos um posicionamento oficial, então estamos na etapa número dois no momento.
Isso significa que, se falarmos sobre um possível atleta individual neutro da
Rússia ou de Belarus, temos que chegar ao passo número cinco, então estamos
muito longe disso. Essa é a situação no momento, acho que posso dizer que não
teremos atletas russos ou belarrussos em 2023 em nenhuma competição devido à
situação que apresentei a vocês", disse Brokamp.
O
processo de cinco etapas abrange as condições de participação, o consentimento
das Federações Nacionais da Rússia e de Belarus, o fornecimento de informações
relevantes sobre possíveis atletas individuais neutros, a verificação de tais
dados por empresas terceirizadas e uma decisão final.
As
medalhas de tiro com arco mais recentes de atletas russos nos Jogos Olímpicos
foram em Tóquio 2020, quando Elena Osipova ganhou a prata individual feminina e
contribuiu para a prata feminina da equipe para o Comitê Olímpico Russo.
O
delegado votante da Ucrânia, Vladyslav Sevryukov, havia delineado anteriormente
o impacto da invasão russa no arco e flecha e no esporte em seu país. Ele
agradeceu a World Archery e as Federações Nacionais que forneceram apoio à
Ucrânia, incluindo Alemanha, Polônia, Grã-Bretanha, Turquia, Itália, França e
Croácia.
"A
guerra causou danos terríveis ao arco e flecha ucraniano. Isso levou à morte de
atletas e treinador. Milhares de crianças ucranianas mortas e feridas nunca
poderão se tornar atletas profissionais", disse Sevryukov.
Ele
acrescentou ainda que de uma dúzia de centros esportivos existentes anteriormente
na Ucrânia, apenas dois podem sediar competições na atualidade, além de que as
competições e as sessões de treinamento seguem sendo constantemente
interrompidas por alarmes aéreos. Sevryukov insiste que não deveria haver nenhuma
participação de atletas russos em competições internacionais e nos Jogos
Olímpicos, mesmo na condição de atletas neutros.
Rússia e Belarus não estavam entre os 203 Comitês Olímpicos Nacionais convidados pelo COI para as Olimpíadas de Paris 2024 para marcar um ano faltante para início dos Jogos, embora ainda não tenha sido tomada uma decisão sobre se estes atletas poderão competir. Espera-se que a decisão seja tomada na sessão do COI em outubro.

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