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Corte Europeia de Direitos Humanos permite Caster Semenya a lutar contra regra atual de limite de testosterona

Caster é negra, seu cabelo preto está trançado e ela está usando o top verde da África do Sul
 

A bicampeã olímpica dos 800m rasos, Caster Semenya (AFS), conquistou na Corte Europeia de Direitos Humanos neste terça (11), o direito de brigar e discutir as regras em relação ao nível de testosterona que uma mulher deve ter para competir nas provas de pista.

Caster tem hiperandrogenismo, uma condição que faz com que ela tenha níveis de testosterona acima do normal. Pelo regulamento da World Athletics, as atletas com diferenças no desenvolvimento sexual que tem nível mais alto do hormônio, devem reduzir para o de "uma mulher saudável com ovários" e para isso, deve fazer tratamentos como o uso de pílula anticoncepcional ou de injeções mensais.

Essas regras foram aprovadas pelo TAS em 2019, as considerando necessárias para uma competição feminina justa e Semenya apelou ao mesmo tribunal por considerarem elas discriminatórias e que uso de pílulas a deixava doente. 

Hoje, a Corte Europeia entendeu que ela sofre discriminação desta regra e que ela pode lutar pela sua mudança. O tribunal lhe deu a vitória por 4 votos a 3. 

A World Athletics, entidade que regula o atletismo, disse que por enquanto, as regras continuarão as mesmas.

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