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Eduardo Moreira, Pedro Henrique e Lorraine Martins são destaques do GP Brasil de Atletismo

Eduardo Moreira após vencer a prova dos 800m
Foto: Wagner Carmo/CBAt

Eduardo Moreira, Pedro Henrique e Lorraine Martins foram destaques do GP Brasil de Atletismo, integrante da série bronze do Continental Tour da World Athletics,  realizado nesta quarta-feira (10) em São Paulo (SP).

Lorraine foi o destaque da manhã desta quarta-feira. A carioca, que já havia sido campeã no  GP Sul-Americano Adhemar Ferreira da Silva, no domingo (7/5), em Bragança Paulista, venceu novamente os 200 m, com o tempo de 23.14 (-0.5), apesar da pista mais pesada em função da garoa. “Estou feliz com a vitória e isso me motiva mais para buscar o índice para o Campeonato Mundial de Budapeste”, disse a velocista de 23 anos, referindo-se à competição que será disputada de 19 a 27 de agosto. “A marca exigida é de 22.60, meu grande objetivo.”

Lorraine, recordista brasileira sub-20 dos 100 m (11:35) e dos 200 m (23.06), mantém seu foco nas principais competições da temporada, já pensando nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. “Voltei a morar com a família e a treinar no Rio de Janeiro, com o Renan Valdiero. Isso me deu uma certa tranquilidade e estou vivendo um momento de reencontro”, comentou a velocista.

Vitória Rosa, recordista sul-americana dos 200 m (22.47), ficou na segunda colocação, com 23.38, seguida de Ana Carolina Azevedo, com 23.77.

Na prova masculina, o paulista Lucas da Silva Carvalho foi o vencedor, com 20.75 (-0.8). “Gostei de vencer, claro, e somar pontos no ranking. A marca foi razoável, mas não me considero um atleta dos 200 m. Gosto dos 400 m, prova que me levou a várias competições importantes internacionais”, lembrou. “Em Bragança, faltaram detalhezinhos e fiquei em segundo lugar”, que busca índices para o Mundial de Budapeste e pensa nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, entre outubro e novembro.

Erik Cardoso, vencedor de domingo, terminou em segundo lugar nesta quarta-feira, com 20.86, seguido de Lucas Rodrigues da Silva, com 21.18.

Nas outras finais da etapa da manhã, os vencedores foram Valdileia Martins, no salto em altura, com 1,78 m; Gabriele Sousa dos Santos, no salto triplo, com 13,67 m (0.6), a colombiana Flor Denis Ruiz, no dardo, com 60,82 m, e o colombiano Arnovis Dalmero, no salto em distância, com 8,08 m (-0.2). Dalmero que já havia vencido o salto em distância no Torneio Internacional em Bragança Paulista, com 8,18 m, aprovou os meetings no Brasil e disse que somou pontos importantes na corrida do Ranking Mundial para se qualificar ao Mundial de Budapeste. Agora dará prosseguimento a temporada na Europa.

Pedro Henrique Rodrigues bate recorde brasileiro do dardo


Pedro venceu o lançamento do dardo, quebrando um recorde brasileiro que já durava quase oito anos com a marca de 83,89 m. O recorde anterior pertencia a Júlio César de Miranda, com 83,67 m (de 11/7/2015).

O norte-americano Donavan Banks ficou em segundo lugar (77,27 m) e o brasileiro Clewerton Ruan de Souza Siqueira em terceiro (68,34 m).

Pedro Henrique, de 22 anos, da Endurance Sports, que treina com Margareth Bahia Marques Haiden, disse que agora vai focar no índice para o Mundial de Budapeste, na Hungria, de 19 a 27 de agosto. A marca mínima fixada pela World Athletics como índice para o dardo é 85,20 m. "É uma marca forte, mas a minha meta era bater o recorde e saiu. Agora o foco está no índice."

"Foi um trabalho muito grande, eu esperava a marca, ela não saiu na competição passada, o Torneio Internacional, no domingo, mas saiu hoje. Esta foi a minha primeira semana de competições, com os dois GPs", disse Pedro Henrique lembrando que ele e Luiz Maurício Dias da Silva quebraram a barreira dos 80 metros em 2022. "Foi a virada de chave para nós. Se os atletas de fora lançam acima de 80 os brasileiros também podem", concluiu.

Pedro, que começou a competir nos Jogos Escolares, foi para o lançamento do dardo influenciado pelo tio Jander Cardoso, que foi lançador - medalhista do bronze no Pan do Rio-2007 - e em sua treinadora Margareth Bahia, que também foi atleta na prova. "Eu sonhava em ser um atleta de destaque desde os Jogos Escolares e estou no caminho", afirmou Pedro.


Melhor da temporada, Eduardo Ribeiro vence os 800m


O mineiro Eduardo Ribeiro Moreira, o Dudu, correu pela terceira vez os 800 m na casa dos 1:45. Ele ganhou a prova nesta quarta com 1:45:80, depois de fazer 1:45:10 no dia 7, no Torneio Internacional de Bragança (líder do Ranking Mundial de 2023), e 1:45:32, na Copa Brasil de Fundo e Meio Fundo, em março, também em Bragança.

“Estou feliz por liderar o Ranking, ainda mais porque já teve Liga Diamante e o pessoal correu para 1:46. Eu corri três provas este ano e as três na casa do 1:45. Isso mostra que estou no caminho certo, que posso brigar com os melhores do mundo”, comentou o atleta de 22 anos. “Tenho condições de correr com os caras lá fora, onde a prova é forte e com gente da frente, puxando forte. Posso melhorar os meus tempos na Europa."

O venezuelano José Antonio Maita Perez completou a distância em 1:47:23, terminando em segundo lugar, seguido de Jânio Marcos Gonçalves Varjão, com 1.47:28.

Nos 3.000 m com obstáculos, Tatiane Raquel da Silva venceu com boa vantagem, com 9:42:15. Simone Ponte Ferraz completou a distância em 9:54:55, num duelo que reuniu as duas representantes do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2021 e no Mundial do Oregon-2022. A argentina Carolina Lozano ficou em terceiro lugar, com 10:18:09.

“Eu tinha corrido três vezes os 1.500 m porque planejamos disputar menos 3.000 m com obstáculos, uma prova desgastante. E deu certo. Esta marca é o meu melhor início de temporada. O caminho está certo", disse Tatiane que vai competir na Europa, volta para o Troféu Brasil e o Sul-Americano. O foco principal é a vaga no Mundial de Budapeste e correr bem no Pan.

Nos 100 m, a prova mais rápida do atletismo, duas vitórias indiscutíveis de brasileiros. Vitória Rosa, vice-campeã dos 200 m pela manhã, venceu a competição da tarde, com 11.32 (0.2). “A marca foi pior do que a de domingo, em Bragança, mas estou feliz”, referindo-se ao Torneio Internacional Loterias Caixa, realizado no Centro Nacional do Desenvolvimento do Atletismo (correu 11.20). “Esta foi apenas a minha terceira competição do ano. Estamos muito no começo. Sei que posso crescer muito e tentando fazer sempre o melhor.”

Lorraine Barbosa Martins, campeã dos 200 m pela manhã, ficou em segundo lugar, com 11.45. A equatoriana Angela Tenório, ex-recordista sul-americana da especialidade, ficou na terceira colocação, com 11.53.

Nos 100 m masculino, o catarinense Rodrigo Nascimento venceu com 10.18 (-0.5), terceira melhor marca do ranking brasileiro de 2023, atrás somente de Felipe Bardi (10.07) e de Erik Cardoso (10.14). Ele igualou a marca de Paulo André Camilo, que fez também 10.18, no Desafio CBAt/CPB.

“Fiquei satisfeito com a vitória e sei que posso ser mais rápido. A temporada deste ano é longa e não adianta conseguir marcas boas agora e não ir bem no Mundial e no Pan”, disse Rodrigo, referindo-se a Mundial de Budapeste, em agosto, e os Jogos Pan-Americanos do Chile, entre outubro e novembro.

Rodrigo disputou três competições em abril, na Flórida, Estados Unidos, e sofreu muito o vento excessivo. Nenhuma marca acabou homologada. “Este ano é especial, com grandes competições, além de ser Pré-Olímpico”, concluiu.

O colombiano Carlos Andrés Palácios Murillo terminou em segundo lugar, com 10.26, enquanto Felipe Bardi ficou na terceira colocação, com 10.34.

No salto em distância, a mato-grossense Lissandra Maysa Campos obteve a segunda vitória internacional – Bragança e São Paulo. Ela conseguiu 6,47 m (-0.3) e comemorou o resultado. “Não consegui repetir os 6,69 m, mas vi onde posso melhorar. Volto agora para Cuiabá e quero aferir de novo minhas marcações para saltar cada vez mais longe”, afirmou a atleta de 21 anos. “Preciso acertar detalhes com a Maria Aparecida Souza Lima, minha treinadora.”

Em Bragança, Lissandra bateu o recorde brasileiro e sul-americano sub-23. A colombiana Natália Carolina Liñares ficou em segundo lugar, com 6,39 m (0.2). Letícia Oro Melo, medalha de bronze no Mundial do Oregon-2022, terminou na terceira colocação, com 6,37 m (0.5 ). “A Lissandra é uma ótima atleta e fiquei muito feliz quando ela disse que se inspirava em mim. Ainda estou ajustando as marcas e sabia que não iria brigar pela vitória. Tenho sete competições na Europa, a partir de 22 de maio, todas pela Liga Diamante.”

Outro destaque da competição foi Lucas da Silva Carvalho, que venceu a tarde os 400 m, depois de ganhar pela manhã os 200 m. “Minha marca dos 400 m (45.83) foi a melhor do ano. Esperava essa marca há algum tempo porque estava treinando para isso”, lembrou. “Vou seguir trabalhando.”

O venezuelano Kelvis José Padrino Villazana , campeão no domingo em Bragança, ficou na segunda colocação, com 45.98, enquanto o brasileiro Douglas Hernandes Mendes da Silva comemorou o terceiro lugar, com 46.48.

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