A
entidade reguladora mundial do badminton (BWF) aprovou uma proibição temporária
do novo 'spin serve', o saque giratório, em todos os seus torneios
internacionais até nova consulta em sua reunião geral anual no final deste mês. O saque foi tentado pela primeira vez no
Aberto da Polônia em março e vem gerando grande debate desde então.
A emenda
às leis do esporte agora afirma que o sacador deve liberar a peteca "sem
adicionar giro", já que o BWF procura melhorar os ralis depois que o saque
giratório provou ser difícil de devolver ou em alguns casos completamente
impossível de jogar.
A
proibição valerá para torneios como as finais da BWF Sudirman Cup, que começam
no domingo na China, e o Masters da Malásia na semana seguinte.
“A
BWF dá as boas-vindas aos jogadores que criam inovação em nosso jogo e
experimentam técnicas para criar vantagem competitiva na quadra, no entanto,
recebemos vários comentários da comunidade de badminton, incluindo a Comissão
de Atletas da BWF, expressando que esse 'saque giratório' pode ter um impacto
negativo no jogo.”, disse seu presidente Poul-Erik Hoyer em comunicado.
Hoyer
reforçou que um painel de especialistas recomendou a proibição do 'spin serve'
até que novas consultas pudessem ocorrer com os membros da entidade na próxima
BWF AGM em 27 de maio de 2023 e qualquer tentativa de usar o saque giratório
agora será considerada falta.
Ele ainda
lembrou que o saque giratório se assemelha ao 'saque Sidek', que foi banido
depois que a técnica - que envolvia cortar a peteca em suas penas - criou um
alvoroço no início dos anos 80. "A BWF também queria evitar um cenário em
que as próximas finais da BWF Sudirman Cup 2023 e outros torneios
internacionais pudessem ser plataformas para testar o novo 'saque giratório' e,
por fim, atrapalhar as competições", acrescentou Hoyer.
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