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Ilyasov, bronze em Tóquio-2020 (Foto: Divulgação/IJF/ Federação Russa de Judô) |
A Ucrânia anunciou neste domingo (30), que irá boicotar o Campeonato Mundial de judô de Doha (QAT), após a IJF (Federação Internacional de Judô) permitir a volta de atletas russos e bielorrussos. O anúncio foi feito pelo técnico ucraniano Vitaly Dubrova.
O Mundial começa no próximo domingo e ainda não foi feito o sorteio dos confrontos. A decisão de permitir a volta de atletas da Rússia e de Belarus, seguindo recomendação do COI (Comitê Olímpico Internacional) de competirem como neutros, foi feita ontem, no sábado.
"Ficamos sabendo pelo site da IJF, porque ontem foi o último dia de inscrições de atletas para o Mundial”, contou Dubrova ao site de notícias local, Tribuna.
" Iremos lutar (pela retirada dos russos), mas é muito difícil, pois tudo isso é feito nos bastidores. Os atletas estão desapontados, porque eles já começaram a perder peso para competir", completou o treinador.
Segundo o portal ucraniano sport.ua, sete atletas russos que irão competir, pertencem ao CSKA, time que tem ligação com as forças armadas russas. Entre eles, o medalhista de bronze em Tóquio - 2020, Nilaz Ilyasov (-100kg) é tenente do exército, de acordo com a publicação. No total, 11 atletas, oito homens e três mulheres estão na equipe "Atletas Neutros Individuais''
Na recomendação feita pelo Comitê Olímpico, se dizia que os atletas, técnicos e oficiais, não podem ter ligação com as forças armadas russas e bielorrussas, não ter participado da guerra e nem ter apoiado publicamente a invasão.
Neste mês, a Ucrânia fez um decreto proibindo as federações do país de competir em torneios com russos e bielorrussos, ameaçando punições às entidades e aos atletas que participassem dos torneios.
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