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Comitê Olímpico da Eslováquia dividido sobre a participação russa em Paris 2024

Arcos olímpicos sobre um gramado e prédio do COI ao fundo
Foto: Reuters/Denis Balibouse

 

Os representantes da Eslováquia seguem divididos quanto a participação russa nos próximos Jogos Olímpicos. O Comitê Olímpico e Esportivo Nacional da Eslováquia (SOŠV) recebeu uma carta do partido de oposição Smer-SD, membro do grupo Socialista do Parlamento Europeu, apoiando a participação de atletas russos e belarrussos nas Olimpíadas e Paraolimpíadas de Paris 2024.

 

"Acreditamos que o esporte é apolítico, os Jogos Olímpicos são o evento esportivo definitivo, que não deve exibir sinais de ódio, hostilidade, desrespeito ou discriminação", disse Richard Takáč, membro do Conselho Nacional do Smer-SD, quando a carta foi entregue.

 

O SOŠV condenou qualquer decisão "de recusar a participação de atletas em eventos esportivos com base em sua nacionalidade", em um comunicado oficial dizendo: "A condição é que os atletas participantes não apoiem conflitos militares e que sua conduta geral não seja contrária ao ética do esporte, Olimpismo e a Carta Olímpica."

 

Enquanto isso, os Ministérios da Educação e das Relações Exteriores da Eslováquia expressaram sua oposição a qualquer participação da Rússia e da Bielorrússia em Paris 2024. "Quando eles dizem que não devemos confundir política e esporte, é exatamente por isso que eles não deveriam estar lá", insistiu o ministro das Relações Exteriores da Eslováquia, Rastislav Káčer.

 

Sua posição foi apoiada pelo presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, que descreveu a manutenção da proibição olímpica da Rússia e de Belarus como algo "obrigatório" em uma mensagem de mídia social.

 

O Comitê Olímpico Internacional (COI) recebeu o que descreve como "perguntas construtivas" de mais de 30 Comitês Olímpicos Nacionais buscando esclarecimentos sobre a definição de neutralidade a ser empregada se competidores da Rússia e de Belarus fossem permitidos.

 

O ex-biatleta francês e membro do conselho de Paris 2024, Martin Fourcade, um dos mais novos membros da Comissão de Atletas do COI, disse no início do mês que ficaria "envergonhado" se a proibição a esses atletas fosse aplicada para Paris 2024.


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