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Seis companhias estão sendo investigadas por fraude nas licitações de Tóquio-2020

Uma mulher de máscara, passa na calçada na frente de uma parede com a escritura Tokyo 2020
Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters



Procuradores distritais de Tóquio indiciaram nesta terça (28), a agência publicitária Dentsu e mais cinco empresas por fraude nas licitações envolvendo os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Estão envolvidos seis funcionários do alto escalão das empresas e um funcionário do Comitê Organizador Local. 

Segundo os procuradores, os investigados violaram as leis antimonopólio, conspirando de forma ilegal na distribuição de contratos  para eventos-teste e a própria Olimpíada. Todas as empresas envolvidas lidam com organização de eventos esportivos, promoção e marketing. As fraudes teriam chegado a US$ 320 milhões.

Entre os acusados estão Yasuo Mori, ex-executivo dos Jogos Olímpicos de Tóquio e Koji Henmi, chefe da divisão de esportes da Dentsu, que foram presos no início do mês em acusações de suborno. 

A Dentsu foi uma das peças-chave na candidatura de Tóquio em 2013, época da escolha da cidade-sede e promotores franceses investigam se membros do COI teriam sido subornado para votar em Tóquio. 

Os escândalos envolvendo Tóquio-2020 acabaram diminuindo a credibilidade da candidatura de Sapporo para os Jogos de Inverno de 2030.

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