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Ana Sátila vê ano de trabalho duro e sonha com três medalhas em Paris: "É muito ousado, mas eu acredito"

Ana sátila passa por um obstáculo durante uma de suas descidas em Tóquio 2020
Gáspar Nóbrega/COB


Ana Sátila busca a classificação para sua quarta olimpíada em Paris. E quando alguns canoístas decidem ao longo da sua carreira se especializar entre a canoa ou caiaque, Ana quer é abrir ainda mais seu leque de provas, competindo no C1, K1 e no Caiaque extremo. E em entrevista exclusiva ao Surto Olímpico após a cerimônia de premiação do prêmio Brasil Olímpico, ela revelou o seu objetivo 'ousado' - nas palavras dela - para a próxima olimpíada:

"Exige muita adaptação treinar em três categorias, saber competir nessas em cada uma respeitando as diferenças entre elas...Competir em duas já é complicado, você tem que ter uma preparação mental acima do normal para conseguir dar seu melhor. Sei que vai ser um desafio muito grande mas eu tô muito animada em dar meu melhor. Eu tenho certeza de que vou conseguir fazer as três categorias e eu tenho um sonho de conquistar essas três medalhas para o Brasil. É muito difícil, muito ousado, mas eu acredito bastante nisso" Disse Sátila.


Com uniforme militar, Ana Sátila recebe o prêmio de melhor atleta da canoagem slalom de 2022 no prêmio Brasil Olímpico
Alexandre Loureiro/COB

Inclusive a estreia do Caiaque Extremo em Paris enche de expectativas o torcedor, já que Sátila já conquistou um título mundial em 2018, quando a modalidade ainda não era olímpica. Ela sabe que tem uma vantagem por ter começado antes da maioria das outras canoístas, mas ainda tem que aprender muito sobre a complexidade da dinâmica da prova:

"O caiaque extremo mudou totalmente a nossa modalidade. É uma novidade que exige um adaptação muito complexa. É uma modalidade muito diferente, que gente ainda está descobrindo, aprendendo mais sobre ela. Mas é claro que eu tenho uma vantagem por ter começado a competir e acreditado nela antes de ser prova olímpica e ter participado de algumas competições, mesmo sendo muito difícil. Quando ela se tornou olímpica, a demanda dela se tornou maior, com mais competições, mais atletas participando e agora é treinar e se especializar nessa nova categoria para Paris" 

2023 será um ano cheio para a canoagem slalom, com cinco etapas de copa do mundo, os Jogos Pan-americanos e o mundial, que será o principal evento do ano, já que ele garante vaga para Paris. Ana Sátila se vê com boas chances para garantir a vaga olímpica, por conta da quantidade de vagas distribuídas e por conta do seu treinamento :

"Estatisticamente não é difícil de conseguir, ficar entre os dezesseis do mundo é uma possibilidade muito bacana. E a gente já tem uma vantagem porque a pista que a gente treina em Deodoro é parecida com a do mundial e isso pode ajudar a gente. Em Tóquio a gente conquistou a vaga olímpica na primeira oportunidade e nosso objetivo agora para Paris não é diferente, conquistar a vaga logo neste mundial. "

Com casaco do Brasil, Ana Sátila posa com as duas medalhas conquistadas no Pan de Lima em 2019
Miriam Jeske/COB


A pista de Canoagem Slalom usada na Olimpíada do Rio de Janeiro é o lar do centro de treinamento da seleção brasileira e Ana Sátila teceu muitos elogios pela estrutura usada, um dos legados olímpicos da cidade carioca: 

"A gente tem um centro de treinamento que é difícil de encontrar um igual no mundo. Eu só tenho a agradecer ao COB, a Prefeitura do Rio e Confederação de Canoagem por disponibilizarem esse centro pra gente. É um momento único para a gente da canoagem para poder conseguir bons resultados. Eu quero muito dar o meu melhor nas competições para retribuir todo esse apoio." 


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