Mayra Aguiar celebra o tricampeonato mundial. (Foto: IJF)
Um feito para chamar de Mayra Aguiar. Uma conquista que somente ela, entre as mulheres e da América Latina, possui. No dia 11 de outubro de 2022, a atleta do Sogipa conquistou o tricampeonato Mundial de Judô na categoria 78kg. Em Tashkent, no Uzbequistão, ela se tornou a primeira brasileira a conquistar três vezes uma prova olímpica.
Atual número 6 do mundo, Mayra estreou segura e com tranquilidade contra a croata Petrunjela Pavic. Na segunda rodada, venceu por ippon a cazaque Aruna Jangeldina. A adversária seguinte seria ninguém menos que a campeã olímpica, a japonesa Hamada Shori. Com "ipponzaço" e vibração às 6 horas da manhã (horário de Brasília), ela avançou para as semifinais e sua próxima algoz seria a alemã Alina Boehm.
Alina Boehm vinha de vitória sobre a algoz de Mayra nas Olímpiadas de Tóquio, a também alemã Anna-Maria Wagner. A brasileira venceu a campeã europeia por waza-ari. A adversária da final estava definida: a chinesa Zhenzao Ma, número 27 no ranking mundial.
Não tinha quem não dissesse que Mayra não parecia segura. Ela sabia exatamente o que deveria fazer. Precisava aproveitar o tempo a seu favor. E ela não precisou muito dele no começo, já que aos 3m40s de luta ela já tinha um waza-ari, que por pouco não foi ippon. As judocas levaram dois shidos casa e Mayra precisou somente controlar o tempo. As 9h26 da manhã de uma terça-feira, 11 de outubro, ela conquistou seu tricampeonato mundial.
As medalhistas da categoria 78kg: Zhenzhao Ma, Mayra Aguiar, Yelyzaveta Lytvvynenko e Beata Pacut-Kloczko. (Foto: IJF)
Mayra Aguiar está entre as melhores do mundo desde 2010, quando ela ainda tinha 19 anos. Hoje, com 31, ela ganhou sua sétima medalha em Mundiais (1 prata em 2010, 3 bronzes em 2011, 2013 e 2019, 3 ouros em 2014, 2017 e 2022). Ficou de fora do pódio de somente duas edições, 2015 e 2018. Enquanto suas adversárias de anos, estão se aposentando, ou nem mesmo chegaram ao pódio no Uzbequistão, Mayra Aguiar constrói uma carreira sólida e em busca do tão sonhado ouro em Paris.
Uma das maiores, senão a maior, atleta brasileira em atividade, a gaúcha de Porto Alegre conquistou um feito que até o momento nenhum brasileiro atingiu: três vezes campeã de uma modalidade olímpica. A primeira mulher latino-americana a ser tricampeã mundial. Medalhista em três Olimpíadas consecutivas. Mayra pode ser grande, mas sua carreira é muito maior que ela. E seu papel no esporte é maior ainda.
Rafael Buzacarini para nas oitavas
Outro judoca que competiu nesta terça-feira foi Rafazel Buzacarini (100kg). Estreando com vitória contra o cazaque Islam Bosbayev, parou nas oitavas de final para o neerlandês Michel Korrel.


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