Natação e nado artístico do Brasil encerram participação no Mundial com participação histórica


A Natação e o Nado Artístico encerraram, no sábado (25), suas participações no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Budapeste. O Brasil, nas duas modalidades, alcançou feitos inéditos e históricos no esporte. A competição segue para o Polo Aquático, Águas Abertas e Saltos Ornamentais até o dia 3 de julho.

No último dia da natação, Guilherme Costa ficou em sexto lugar nos 1500m livres, com o tempo de 14:48.53, novo recorde sul-americano. Já Jheniffer Conceição acabou em 8º nos 50m peito, com a marca de 30.45s

Na natação, foram duas medalhas conquistadas com Guilherme Costa (400m livre) e Nicholas Santos (50m borboleta). Os atletas brasileiros, porém, brilharam quando o assunto foi quebra de recordes. Ao todo, foram oito recordes sul-americanos quebrados durante a competição, sendo seis de Guilherme Costa, um de Jhennifer Conceição e um do revezamento 4x200m livre. Masculino.

Em números de finais, esta foi a melhor campanha do Brasil desde Roma 2009. Em Budapeste, foram 14 finais alcançadas pelos brasileiros. Boa parte delas pelas mulheres, que se estabeleceram entre as melhores do mundo. Beatriz Dizotti e Viviane Jungblut fizeram, pela primeira vez, uma final com duas mulheres brasileiras na piscina. Beatriz, inclusive, bateu duas vezes o recorde brasileiro dos 1500m livre. Viviane também esteve na final dos 800m livre. Stephanie Balduccini quebrou quatro recordes brasileiros da categoria junior 2 na competição.

Os revezamentos femininos também estiveram nas finais. O Brasil, pela primeira vez na história, esteve nas finais nos revezamentos 4x100m e 4x200m livre entre as mulheres. No geral, a seleção brasileira colocou cinco revezamentos em finais, feito inédito na história da Natação do país.

Durante os oito dias de competição, os brasileiros nadaram 16 vezes para o seu melhor tempo da vida seja em eliminatórias ou finais. Em Gwangju, último Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, foram duas melhoras de tempo.

"Foi uma competição memorável, inesquecível. Desde Roma 2009 que o Brasil não fazia tantas finais. Em Budapeste, nadamos finais todos os dias, e 26 dos 30 atletas figuraram entre os 16 melhores do mundo em alguma prova. Um time forte, unido, coeso, educado e rápido, é o que tentaremos manter e aprimorar até Paris 2024”, disse Renato Cordani, chefe de equipe da Natação em Budapeste.

Nado Artístico


O Nado Artístico também teve campanha de destaque em Budapeste. Ao todo, foram cinco finais disputadas pelos atletas brasileiros. A mais emblemática aconteceu na prova de Equipe, que é olímpica, e o Brasil não estava entre as melhores do mundo desde Kazan 2015. No dueto misto, o Brasil consolidou sua nova formação com Fabiano Ferreira e Gabriela Regly e esteve nas finais tanto da rotina livre, quanto da rotina técnica. A seleção também esteve nas finais do Combo, Highlight e Combo.


“Foi uma campanha memorável do Brasil. Tivemos excelentes atuações e, das oito provas que disputamos, estivemos em cinco finais. É um trabalho duro de toda a CBDA, da comissão técnica, das atletas e todos os envolvidos para que o Nado Artístico esteja entre os melhores do mundo”, disse Rodrigo Rodrigues, chefe de equipe e diretor de Nado da CBDA.

Polo Aquático


A seleção masculina de Polo Aquático foi derrotada por 20 a 5 pela forte seleção de Montenegro neste sábado (25), pelo último jogo da fase de grupos do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, A equipe masculina do Brasil, agora, entrará na disputa pelo 13º lugar.
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