Mundial de Esportes Aquáticos começa na sexta, saiba tudo sobre a competição

Pela segunda vez na história, Budapeste recebe o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos (Foto: FINA/Divulgação)


Os três anos de espera para vermos em ação os melhores atletas do planeta nas águas está chegando ao fim. Nesta sexta-feira (17), em Budapeste, na Hungria, começa o 19º Mundial de Esportes Aquáticos. Aqui está tudo o que você precisa saber sobre um dos maiores eventos multiesportivos do planeta.

O mundial reúne as modalidades abraçadas pela FINA: Natação, Polo Aquático, Saltos Ornamentais, Nado Artístico e Natação em Águas Abertas (Maratona Aquática) e, por isso, tem ares de Jogos Olímpicos, só que restrito a esportes praticados na água.

E nesses 17 dias intensos, o Surto fará uma cobertura completa do evento para você não perder nada do que de mais importante acontecer na capital húngara. Para começar, listamos 10 pontos essenciais desta competição incrível para entrar no clima das competições.

1. Histórico

A primeira edição do Mundial de Esportes Aquáticos aconteceu em 1973, em Belgrado, na então Iugoslávia. Com dez dias de competição, o evento reuniu 686 atletas da natação, polo aquático e saltos ornamentais. A maratona aquática só entraram no programa no Mundial de Perth, em 1998.

Em 2022, o evento chega à sua 19ª edição, mesmo devendo ter sido realizado em outra data e sede diferente. Fukuoka, no Japão, receberia a competição no ano passado, porém a pandemia de Covid-19, que afetou a programação de diversos eventos esportivos, inclusive os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, impediu a realização.

Com os impactos da variante Ômicron, o Mundial de Fukuoka foi mais uma vez adiado, para 2023. Contudo, em fevereiro deste ano, a FINA resolveu realizar uma edição extraordinária da competição e concedeu a Budapeste, na Hungria, o direito de sediá-la ainda em 2022.

Segundo o calendário da federação, até o momento, teremos mundiais disputados em três anos consecutivos: Budapeste 2022, Fukuoka 2023 e Doha 2024. Esta é a segunda vez que Budapeste recebe o Mundial de Esportes Aquáticos. A primeira foi em 2017 e já há novo encontro confirmado para 2027.

2. Premiação

Medalha do campeonato mundial (Foto: Divulgação/FINA)

Assim como nos Jogos Olímpicos, as modalidades do Mundial de Esportes Aquáticos são divididas em duas semanas de competição. Na primeira delas, predominam as provas de natação em piscina olímpica (50m) e nado artístico. Na segunda, temos as competições de saltos ornamentais, natação em águas abertas e as finais do polo aquático.

Além das medalhas, a FINA distribui premiação em dinheiro para os finalistas. Na natação, os oito finalistas dividem 65 mil dólares em cada prova proporcionalmente, sendo 20 mil dólares para o medalhista de ouro, 15 mil dólares para a prata e 10 mil dólares para o bronze.

Em Budapeste, a premiação prevista para os atletas chega a 5,7 milhões de dólares no total.

3. Sedes

Assim como em 2017, as provas de natação e saltos ornamentais serão disputadas na Danube Arena, que passou por algumas remodelações. A instalação tem capacidade de até 8 mil espectadores.

As provas de águas abertas serão realizadas no lago Lupa, um tradicional balneário local. O nado artístico e as finais do pólo aquático serão no Estádio de Natação Alfréd Hajós. As preliminares do polo ainda contam com mais três sedes: Debrecen, Szeged e Sopron.

Danube Arena será a casa da natação no mundial (Foto: Divulgação/Cidade de Budapeste)

4. Atletas

É prevista a participação de cerca de 2400 atletas no Mundial de Esportes Aquáticos de Budapeste em todas as modalidades. A delegação brasileira, tem 38 atletas confirmados até o momento, de acordo com o site oficial do evento.

5. Países

188 países e territórios disputarão provas em Budapeste. Como curiosidade, temos a participação das Ilhas Marianas, que não possui representação no COI. A pequena ilha da Oceania, com população de cerca de 60 mil habitantes, levará quatro atletas ao Mundial para competir em provas da natação.

Vale lembrar que atletas da Rússia e Belarus estão fora da competição devido aos conflitos na Ucrânia. Dois atletas quenianos competirão sobre a denominação de Atletas de Federação Suspensa. E assim, como nos Jogos Olímpicos, foi incluído um time de atletas refugiados com três representantes.

6. Quantidade de medalhas

Nesta edição serão entregues 74 medalhas, sendo 42 delas só na natação, sete a mais que o programa olímpico, pois incluem 06 provas de 50m nos dois gêneros (estilos peito, borboleta e costas) e um revezamento 4x100m misto livre.

São 13 medalhas nos saltos ornamentais, cinco a mais do que no programa olímpico, com a inclusão de duas provas de trampolim de 1m e mais três provas mistas (trampolim de 3m, plataforma de 10m e equipes). Diferente das últimas edições, não haverá provas de high diving.

A maior diferença entre o Mundial e os Jogos Olímpicos vem no nado artístico. Enquanto Tóquio 2020 distribuiu medalhas em apenas duas provas, Budapeste 2022 distribuirá sete. Além de duetos e equipes, teremos provas individuais, por rotinas e mistas. Isso também acontece nas águas abertas, onde temos sete provas (5km, 10km, 25km e equipes).

No polo aquático haverá disputas no masculino e no feminino. 

Disputas do Nado Artístico acontecem na primeira semana do Mundial (Foto: FINA/Divulgação)

7. Calendário e horários

A provas começam nesta sexta-feira (17), com as primeiras classificatórias do nado artístico, contudo as primeiras medalhas só saem no sábado (18).

As competições acontecem predominantemente entre a madrugada e o início da tarde no Brasil. Com o fuso horário de 5 horas entre os países, as finais da natação acontecerão sempre às 13h. Já as do nado artístico serão às 11h. Todas no horário de Brasília.

As medalhas nos saltos ornamentais serão definidas em horários variados, a maioria pela manhã e início da tarde. As águas abertas terão a maioria das provas entre o fim da madrugada e o iníco da manhã. O calendário do polo aquático está recheado de jogos durante todo o dia.

O Mundial de Esportes Aquáticos terá transmissão dos canais Sportv.

8. Quadro de medalhas histórico

Os Estados Unidos lideram com folga o quadro de medalhas histórico do Mundial de Esportes Aquáticos, com 268 ouros, 204 pratas e 150 bronzes, totalizando 622 medalhas. Logo após temos a China, incrementada por inúmeros pódios nos saltos ornamentais, com 146 ouros, 106 pratas e 74 bronzes, somando 326 no total. Em terceiro, a Rússia, maior potência no nado artístico com 105 ouros, 106 pratas e 62 bronzes, 240 no total.

Fecham o top 10, Austrália, Alemanha Ocidental, Hungria, Itália, Alemanha, Grã-Bretanha e França. O Brasil ocupa uma importante 15ª colocação geral, com 15 ouros, 14 pratas e 15 bronzes, somando 44 pódios, à frente de países tradicionais em esportes aquáticos como Japão e África do Sul. A nossa diferença para os Países Baixos, grande potência na natação, é de apenas duas medalhas de ouro.

9. Maiores medalhistas

O maior medalhista em mundiais também é Michael Phelps. Entre 2001 e 2011, o estadunidense, maior medalhista olímpico da história, somou 26 ouros, 06 pratas e 01 bronze, totalizando 33 medalhas.

Em segundo e terceiro lugares estão duas atletas russas do nado artístico. Svetlana Romashina soma 21 ouros absolutos entre 2005 e 2019 e Natalia Ishchenko tem 19 ouros e 02 pratas, conquistados entre 2005 e 2015.

10. Olho neles!

Dentre as estrelas desse mundial, na natação, olho em Caeleb Dressel, dos Estados Unidos. Depois de um grande desempenho em Tóquio 2020, ele tem como principal meta a quebra dos recordes mundiais dos 50m e 100m livre que são do brasileiro César Cielo desde 2009.

Outra protagonista estadunidense é Katie Ledecky, tricampeã olímpica na prova dos 800m livre e com 15 medalhas de ouro em mundiais.

Também temos ótimas oportunidades dentre os brasileiros, mas vamos trazer um perfil mais detalhado da nossa delegação, aqui no Surto, nos próximos dias.


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