Paredão brasileiro: time feminino de vôlei estreia com vitória na Liga das Nações

Jogadora da seleção brasileira de vôlei comemora

Carol comemora em meio à partida (Foto: Reprodução/FIVB)


Com time renovado, a seleção brasileira feminina de vôlei começou a Liga das Nações com o pé direito. A equipe foi para a primeira fase com uma equipe jovem, com apenas quatro jogadoras do time prata das últimas Olimpíadas presentes no elenco, sendo algumas sequer presentes nessa partida, como Rosamaria. Enfrentando a Alemanha, que também passa por essa renovação, o Brasil venceu a partida nesta terça (31), em Louisiana (USA) por 3 sets a 1 (29-27, 23-25, 27-25, 25-21).

Sob o comando do tricampeão olímpico, Zé Roberto, a nova equipe mostrou para o que veio nessa competição. A partida foi bastante equilibrada. As duas seleções mostraram muito volume de jogo ao longo de todo o tempo. Por isso vemos que três dos quatro sets terminaram na margem mínima de dois pontos de vantagem.

O grande nome da partida foi a novata Julia Bergmann. Uma das principais apostas do técnico, a jovem ponteira de 21 anos foi a maior pontuadora da partida. Ela marcou 19 pontos, sendo 18 de ataque. Outro destaque foi Carol, uma das veteranas da equipe, que brilhou com 16 pontos, sendo seis de bloqueio, principal fundamento da seleção nesta terça.

Do lado alemão, os grandes destaques do time foram Janiska e Orthmann, com 15 pontos.

Em sua terceira participação na Liga das Nações, o time feminino busca a sua primeira medalha de ouro. A competição que substituiu o antigo Grand Prix está com uma hegemonia estadunidense de vitórias, que ganhou todas as três edições.

Times iniciais

Brasil: Diana, Carol, Pri Daroit, Macris, Julia B e Lorenne.

Alemanha: Kästner, Janiska, Stigrot, Orthmann, Schölzel e Weitzel.

O jogo

O primeiro ponto do jogo veio do Brasil após um erro da Alemanha. Mas a seleção alemã logo reagiu pontuando duas vezes e virando o jogo. A novata Júlia Bergmann foi muito forçada nos saques alemães, mas não se deixou abalar. Em um ataque cruzado da ponteira, a diferença no placar caiu para apenas um ponto: 10/9.

O empate veio logo depois, com um ace de Lorenne: 12/12. A virada veio em um belo bloqueio de Carol sobre Orthmann, chegando ao 17/16. Então, o Brasil disparou, chegando ao 24/20. As brasileiras precisam de apenas mais um ponto, mas as alemãs dificultaram a busca por esse point fazendo com que o jogo se arrastasse por mais sete setpoints. Com uma pancada de Lorenne, as Brasileiras finalizaram o primeiro set com 29/27.


seleção feminina de vôlei comemora abraçadas
Brasil comemora mais um ponto marcado (Foto: Reprodução/FIVB)

A segunda parcial começou com um rally espetacular, até que um erro do Brasil mandasse a bola para fora, garantindo que o placar abrisse para as alemãs. Mas um bloqueio de Carol logo colocou a seleção brasileira na frente com 2/1. Mas logo as alemãs reagiram e marcaram 7/6. Na sequência, alguns erros de passe e de virada de bola por parte da equipe de Zé Roberto fizeram com que a diferença disparasse a diferença para 22 a 15.

Mas as brasileiras não desistiram e, depois de verem o placar nos 22/16, Julia Bergmann marcou 5 pontos seguidos chegando à 22/21. Em uma reviravolta, o jogo chegou a ficar empatado nos 23 pontos. Mas a defesa alemã foi impiedosa e, num bloqueio, as europeias fecharam a parcial em 25/23


Líbero da seleção brasileira de vôlei faz defesa
Nyeme faz o passe para Julia Bergmann durante o jogo (Foto: Reprodução/FIVB)

Já no terceiro set, as brasileiras voltaram com tudo, abrindo o placar com 2 pontos. Por um toque na rede, as alemãs ganham seu primeiro ponto. Mas o Brasil logo rebate marcando mais dois. Só que um erro na comunicação da defesa brasileira garantiu que Orthmann buscasse um empate pela Alemanha nos 6/6. O jogo seguiu duro, e as alemãs passaram à frente com 12/11. Então, em uma sequência de erros brasileiros, as europeias aproveitavam para marcar o seu.

Zé Roberto tentou a mudança ao mandar Kisy para a quadra no lugar de Lorenne. A seleção tinha no bloqueio a sua melhor arma para reagir. A virada, porém, foi pelas mãos dela: Júlia Bergmann. A jogadora destaque da partida realizou mais um bloqueio ficando 22/21. No final do set, as duas seleções disputavam ferozmente, a Alemanha alcançava sempre o empate que era revertido em seguida pelo Brasil. Até que, com erros de saque e de bloqueio alemães, o Brasil fechou a parcial com 27/25.

No último set, só deu Brasil. As alemãs abriram o placar com um ponto, mas um diagonal de Júlia Bergmann as desnorteia e as europeias não estiveram mais em vantagem até o final da partida. Na parada técnica do 12° ponto, o treinador da seleção alemã tentou reorganizar o time, mas não funcionou. Mais de uma vez, as brasileiras chegaram a ver o placar com nove pontos de vantagem. A Alemanha ainda ensaiou uma reação, ao final do set, chegando a 24/21, evitando uma sequência de match points do Brasil. Mas a seleção confirmou a vitória com um ataque de Carol: 25/21.

Sem dúvidas foi uma boa estreia no ciclo olímpico por uma equipe nova e com muitas estreantes no nível internacional adulto.

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