Wimbledon proíbe participação de atletas russos e bielo-russos



O torneio de Wimbledon, um dos Grand Slams do tênis, decidiu nesta quarta (20), proibir atletas russos e bielo-russos de competirem na grama mais famosa do tênis mundial. A ação é um reflexo que vai além da invasão russa ao território ucraniano, passa também pela proibição por parte do Kremlin, da presença do Primeiro Ministro britânico em solo russo.


O campeonato, que será realizado entre junho e julho, está indo contra os torneios da ATP e WTA, que mantiveram os atletas dos dois países nos seus torneios, mas sob bandeira neutra. Com isso, nomes importantes como o russo Daniil Medvedev (número dois do mundo) e a bielorussa Aryna Sabalenka (número quatro do mundo), estão fora do Grand Slam. 


Mais cedo, sabendo da possibilidade do banimento, a Rússia classificou a decisão como inadmissível. "É inadmissível voltar a tornar os atletas reféns de intrigas e preconceitos políticos, de ações hostis ao nosso país", disse o porta-voz do Kremlin.


"Reconhecemos que é uma situação difícil para os atletas afetados e é com tristeza que eles sofrerão pelas ações dos líderes do regime russo", falou Ian Hewitt, conselheiro da All England Lawn Tennis Club, responsável pela organização do torneio. 


Em nota, a ATP e a WTA condenaram a ação dos organizadores e a classificou como injusta, lembrando que isso mexerá diretamente na briga pelo topo do ranking da modalidade. No mesmo comunicado, ambas também condenaram a invasão russa.


O banimento serve para todos os torneios de tênis no Reino Unido. Enquanto isso, os outros dois Grand Slams, Roland Garros e U.S Open, não comunicaram se irão permitir atletas dos dois países. A ausência de russos e bielo-russos de competições internacionais tem acontecido desde a última semana de fevereiro, assim que começou a invasão.


Foto: Jon Super/Reuters





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