Com foco no Pan-Americano, Ginástica Artística feminina inicia preparativos no Rio de Janeiro


Teve início, na última segunda-feira (14), o primeiro Estágio de Treinamento das atletas de elite da Ginástica Artística Feminina. A atividade, que termina no dia 23, está sendo realizada no Centro de Treinamento Time Brasil, no Rio de Janeiro.

Em julho, o calendário já apresenta um importante desafio: o Campeonato Pan-Americano do Rio de Janeiro, que começa no dia 11. O evento será classificatório para o Mundial por Equipes de Liverpool, na Inglaterra, programado para o final de outubro.

Nos primeiros dias do estágio, as atletas se submetem a uma extensa bateria de exames e testes. Depois, as ginastas trabalharão a preparação física e técnica.
“É um encontro muito importante. Avaliamos, conversamos e traçamos um planejamento. As ginastas e seus treinadores sairão daqui com sua tarefa de casa, para trabalhar em seus clubes”, diz Francisco Porath, treinador da Seleção Brasileira.

Porath ficou muito satisfeito com a decisão da União Pan-Americana de Ginástica que, pelo segundo ano seguido, atribuiu ao Brasil a missão de realizar o Campeonato Pan-Americano.
“Vamos poder poupar muito da nossa energia, porque não teremos que viajar e fazer aclimatação. Antes do Pan, o grande foco será o Campeonato Brasileiro (de 18 a 22 de maio), uma valiosa oportunidade para as ginastas e seus treinadores adaptarem suas séries”.

O treinador, já nos primeiros dias do Estágio, se diz bastante otimista com o potencial que enxerga nas 17 atletas que se apresentaram no Rio. “É um grupo heterogêneo, um misto de atletas experientes e outras juvenis. Temos muito potencial na Ginástica Artística Feminina do Brasil. A despeito da pandemia, que nos prejudicou bastante, conseguimos desenvolver uma forma de trabalhá-las técnica e fisicamente, e todo mundo se encontra bem”.

A campeã olímpica Rebeca Andrade destacou a importância desse tipo de atividade que se desenvolve no Rio. “Esses Estágios são muito importantes. É neles que conseguimos ver como todas as meninas estão, como a nossa ginástica está. Fazemos vários testes para saber qual é a capacidade do nosso corpo para treinar e melhorar cada elemento, para saber a quantidade de treinamento que podemos fazer. E, é claro, é superimportante rever as meninas, estarmos perto uma da outra. Nestes últimos tempos, tem sido mais raro esse contato, por causa da pandemia. Portanto, sentir e ver a evolução das meninas é muito bom. A troca de aprendizados que cada treinador tem com o outro é outro aspecto muito importante dos Estágios, e isso também acontece entre as atletas”.

Foto: CBG

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