Treinamento nacional das categorias de base reune atletas olímpicos e jovens talentos na esgrima



Durante dez dias, talentos das categorias de base da esgrima estiveram reunidos no Rio de Janeiro para o Estágio Nacional de Treinamento das Categorias de Base, que terminou na última segunda-feira, 20. As atividades aconteceram na Escola de Educação Física do Exército, no Clube Militar e no Colégio Militar e promovida pela Confederação Brasileira de Esgrima.

Mais do que apenas treinamento, o Estágio buscou a integração dos atletas e aprimoramento das técnias. Referências das três armas toparam participar do projeto, como Nathalie Moellhausen (espada), Bia Bulcão (florete) e Karina Trois (sabre). Elas treinaram com os menores, deram dicas e participaram de todas as atividades, inclusive de lazer, com direito a coreografias e gravação feitas por Nathalie, campeã mundial da espada.

“Acho que tentei passar um pouco de experiência, ver o que estavam errando mais. Eles ouvindo isso, podem lembrar na hora do combate. Nunca tive isso no clube, nunca tive ninguém muito mais velho, a não ser meu pai ou os técnicos, para passar essas dicas. É muito importante ter isso na Seleção”, ressaltou Karina Trois.

“Troquei muito com eles. Afinal, são adversários diferentes para mim também. Levo a minha experiência para eles e acabo aprendendo também. Sempre busquei escutar muito quando alguém mais velho, mais experiente, me passava alguma orientação, alguma dica. Busco passar alguma coisa para eles”, explicou Bia Bulcão.

O processo de integrar os atletas em uma única filosofia contou com a presença dos técnicos Alexandre Teixeira, Ricardo Ferrazzi, Diego Dourado e Rodrigo Baldin, e um time multidisciplinar com as presenças do preparador físico Marcio Bernardino, da fisioterapeuta Silvana Matheus e do coordenador técnico Athos Schwantes. Exercícios de alongamento, avaliações físicas e palestras de especialistas em doping também estiveram na agenda dos esgrimistas.

“Foi super positivo. Foi uma experiência única, fortalecemos o espírito de equipe. Saíram todos com a sensação de pertencimento da equipe brasileira. A gente pôde criar um momento de compartilhamento de informações e experiências. Os técnicos puderam confrontar suas ideias. A missão foi cumprida com sucesso. A gente quer manter essas atividades, para que seja uma ação continuada, para que todos sejam beneficiados”, avaliou Athos Schwantes.

Foto: Divulgaçãi/CBE

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