Brasil perde para a Colômbia em jogo duro, mas fatura 22º título sul-americano de vôlei feminino - Surto Olímpico

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Brasil perde para a Colômbia em jogo duro, mas fatura 22º título sul-americano de vôlei feminino

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A hegemonia continua! O Brasil conquistou no início da madrugada desta segunda-feira (20) seu 22º título do Campeonato Sul-Americano de vôlei feminino, o 14º de forma consecutiva. A conquista veio mesmo após derrota para a Colômbia na última rodada, por 3 sets a 1 (25/19, 25/23, 24/26, 25/23), já que o torneio foi disputado em grupo único. 

Vindo de três vitórias tranquilas no campeonato, a equipe precisava vencer apenas um set para gritar "é campeão" mais uma vez, mas sofreu para consegui-lo. A equipe vice-campeã olímpica encontrou muita resistência com a seleção cafetera, que, motivada por uma eufórica torcida, que lotou o Coliseo Luis Fernando Castellanos, em Barrancabermeja, fez uma partida impecável.

A Colômbia venceu os dois primeiros sets e chegou até a ficar muito perto de faturar o título da competição - precisava de um 3 a 0 para levar o troféu. O time de Zé Roberto Guimarães se viu numa situação complicada mas, pressionado, fechou o terceiro set, mesmo passando sufoco. No quarto set, em uma parcial muito disputada, as donas da casa acabaram com a vitória.

Este é o 22º título do Brasil do Sul-Americano de vôlei feminino, o 14º de forma consecutiva. A seleção não sabe o que perder a competição desde Cusco-1993, quando o Peru foi campeão jogando em casa. Brasil e Peru, aliás, são os dois únicos países que já venceram o Sul-Americano feminino (Peru tem 12 títulos). Nenhuma outra equipe foi campeã nas 34 edições do torneio.


A Colômbia, por sua vez, ficou com a segunda colocação do Sul-Americano. A equipe anfitriã teve uma campanha de três vitórias e uma derrota, assim como o Brasil, ficando atrás no saldo de sets. Este foi o quinto pódio colombiano no continental, o terceiro vice de forma consecutiva. A equipe tem, ainda, bronzes em 2015 e 1991.

Por ter ficado no segundo lugar da competição, a Colômbia garantiu vaga no Mundial de 2022, fazendo história. Esta será a primeira vez que o país disputará um Mundial de vôlei feminino. O Brasil, campeão, também se classificou. O Mundial acontecerá entre 26 de agosto e 11 de setembro do ano que vem, nos Países Baixos e na Polônia.

O JOGO

PRIMEIRO SET
O Brasil começou a partida com Macris, Carol Gattaz, Natália, Gabi, Carol e Ana Cristina, além de Nyeme como líbero. Motivada pela força da torcida, a Colômbia saiu em vantagem na primeira parcial. Após três erros seguidos do Brasil, a equipe da casa abriu 7 a 4 de vantagem, o que obrigou o técnico Zé Roberto Guimarães a pedir tempo ainda no começo.

  
A parada não adiantou muito, já que a seleção seguiu errando e chegou a sete pontos contra (14-7). Zé então, mexeu na equipe, promovendo a inversão do 5x1. Rosamaria e Roberta entraram no lugar de Ana Cristina e Macris. A equipe melhorou com as mudanças e conseguiu se estabilizar no jogo, com menos erros de ataque e um bloqueio mais eficaz. 

O Brasil chegou a cortar a diferença para um ponto (18-17) - em uma ótima passagem de Natália -, mas após um pedido de tempo do técnico Antonio Rizola, a Colômbia freou a reação brasileira e marcou cinco pontos até fechar a parcial em 25 a 19. Foi apenas o segundo set que o Brasil perdeu na competição.

SEGUNDO SET
O time vice-campeão olímpico entrou com uma postura mais agressiva para o segundo set e começou a parcial abrindo 3 a 0. A equipe adversária, no entanto, aniquilou a vantagem e rapidamente virou o duelo. Após alternâncias de pontos, a Colômbia conseguiu uma "fuga" no placar e abriu 10 a 7, obrigando Zé a parar o jogo.

"Las Cafeteras" não se intimidaram com a pausa e seguiram dominando a partida, conseguindo 13 a 8 de vantagem. Elas chegaram a reclamar de erros de arbitragem a favor da equipe brasileira, mas nem isso tirou o foco das colombianas. Zé Roberto fez algumas alterações no time para tentar reverter a situação, mas a seleção permaneceu cometendo erros sucessivos.

Somente com o retorno de Ana Cristina à quadra, com o placar em 18 a 11 para as colombianas, foi que a coisa começou a mudar. Numa passagem excelente, a jovem oposta conseguiu dois pontos de saque e um ponto de ataque e deixou o Brasil a apenas três pontos atrás do placar (18-15). A seleção cresceu ainda mais e conseguiu o empate em 23 a 23, mas no detalhe acabou perdendo mais um set, em 25 a 23.



TERCEIRO SET
Com o real perigo de perder a hegemonia do continente, o Brasil começou bem o terceiro set, sabendo lidar com a pressão inicial. A equipe conseguiu abrir boa vantagem cedo (6-2), mas logo perdeu ritmo e sofreu o empate em 9 a 9. Essa tônica assim se manteve até o final: as brasileiras desgarravam e as colombianas anulavam a margem.

O time de Zé Roberto Guimarães chegou a ter 21 a 17 e novamente não administrou a vantagem. Ainda assim, chegou em 24 a 22, com dois set points e relativa tranquilidade para fechar a parcial. No entanto, não conseguiu virar a bola e correu riscos no final. Somente no "vai a dois", no terceiro set point, foi que o Brasil fechou, com 26 a 24, sacramentando o título continental.


QUARTO SET
Com a vitória na parcial, o Brasil tirou um enorme peso das costas e entrou leve para o quarto set. A Colômbia, já com o dever de casa feito e sem chances de título, também entrou tranquila. Assim, o set teve uma tônica bem diferente dos demais, sendo marcado pelo equilíbrio. Nenhuma das duas equipes abriu mais de dois pontos de frente até o 11 a 11.

O Brasil chegou a estar na dianteira do placar e; até 11 a 9, quando a Colômbia virou o duelo com cinco pontos seguidos e abriu 14 a 11 de vantagem. A seleção medalhista olímpica em Tóquio, porém, se recuperou e retomou a frente (15 a 14). As anfitriãs abriram na reta final, Lorenne até manteve o Brasil no jogo, mas as colombianas fecharam o duelo em 25 a 23, para comemoração da eufórica torcida.

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