"A ficha ainda não caiu 100%", diz Alana Maldonado, sobre ouro inédito em Tóquio - Surto Olímpico

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"A ficha ainda não caiu 100%", diz Alana Maldonado, sobre ouro inédito em Tóquio

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Ao abrir a porta de seu apartamento na Mooca, em São Paulo, para conceder mais uma entrevista após a inédita conquista do ouro paralímpico, a judoca Alana Maldonado, de 26 anos, não esconde a alegria por ter, enfim, dormido uma noite inteira. Havia sido a primeira nas últimas 18. Desde que derrotou a georgiana Ina Kaldani nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, a paulista nascida em Tupã divide sem tempo entre poucas horas de descanso e muitos, muitos compromissos pessoais e profissionais.

De volta para casa, convive com a rotina de fotos a todo momento ao lado de fãs antigos e atuais que cruzam com ela pelo condomínio e pedidos para exibir a medalha dourada. Mas que fique bem claro: ela está adorando tudo isso, por mais que o cérebro custe a processar a informação da conquista.

"Acho que a ficha não caiu 100% ainda", admite. "Não consegui descansar, mas é um momento muito gostoso de receber o carinho de todo mundo, de comemorar esse sonho, essa realização com todos", ressalta a atleta, que vem se acostumando a entrar para a história da modalidade: em 2018, fora também a primeira atleta do Brasil a ganhar um Mundial de judô paralímpico, em Portugal.

A jornada, porém, foi bastante desgastante, e o trabalho psicológico feito desde a derrota na final da Rio 2016, levou Alana aonde ela tanto queria: ao topo dos Jogos. "Foi uma coisa que trabalhei muito, e muita gente me perguntou mesmo, sobre essa minha postura. A minha concentração, minha feição na hora de entrar (no tatame). Trabalhei muito isso de, em todas as competições, entrar com o queixo pra cima, do tipo, 'eu tô aqui, quem manda aqui sou eu'", comenta a atleta. A quem sempre foi tão tímida, não se trata de mudança tão simples assim. Mas que deu resultado.

Foto: CBDV/Divulgação

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