Pai de gêmeas no ano dos Jogos, esgrimista Jovane Guissone teve de se desdobrar entre os afazeres em casa e a preparação - Surto Olímpico

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Pai de gêmeas no ano dos Jogos, esgrimista Jovane Guissone teve de se desdobrar entre os afazeres em casa e a preparação

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O medalhista de ouro na espada em Londres 2012, Jovane Guissone, está a poucos dias de disputar sua terceira Paralimpíada da carreira. Dono da melhor marca da história da esgrima brasileira em Jogos Paralímpicos, o gaúcho vai disputar a edição de Tóquio querendo repetir a dose. Nesta temporada, ele precisou se desdobrar entre os afazeres de pai de recém-nascidos e atleta paralímpico, mas é na família que busca a motivação necessária.

O esgrimista é marido da Kelly e pai do Júnior, Cecília e Alícia. As duas últimas são gêmeas e nasceram em 2021, ano paralímpico. Ele conta que está na cadeira de rodas há 17 anos e admite que, no início, nunca imaginou que teria uma família. Hoje, Guissone se sente grato e motivado por ter formado uma.

“É uma motivação muito boa que a gente tem. Depois de quase 18 anos na cadeira de rodas, aquela pessoa que nunca imaginou que teria família, hoje, ter família, ter filhos. Eu só agradeço a Deus por isso”, disse.

Como as gêmeas nasceram em ano paralímpico, Guissone teve de se desdobrar para aliar o término da preparação para Tóquio 2020 com o início da paternidade da Cecília e Alícia: “Foi muita correria. Ajustar os treinos com a família é complicado. A gente fica muito tempo na estrada, chega em casa e já tem de viajar de novo, muitas vezes a família fica distante da gente”.

“Ano de Paralimpíada e ser pai de gêmeas, não foi fácil. Além da pandemia e dos treinos, eu ainda tinha de dar suporte à minha esposa, que teve colestagem (problema hepático que causa intensa coceira) durante a gestação, pois isso poderia prejudicar as meninas. A cabeça foi a mil”, completou.

O esgrimista explicou que, em razão da pandemia, passou a ficar muito mais em casa com a família do que antes. Com essa maior proximidade, todos começaram a sentir mais quando ele precisa viajar para treinar ou competir.

“A pandemia fez com que muitas famílias ficassem próximas, e a nossa foi esse caso. Agora, quando eu saio para viajar, fica todo mundo chorando e a gente sai triste também por deixar”, falou o atleta. “Eu tento curtir demais a minha família. As recém-nascidas são umas doçurinhas. É uma coisa muito boa chegar em casa pegar uma, pegar outra, brincar com as duas”, complementou.

Apelo à torcida

Jovane Guissone tem 38 anos e nasceu em Barros Cassal, no Rio Grande do Sul. O esgrimista, que já foi eleito o melhor atleta do Brasil pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) durante 10 anos, é a maior esperança de pódio da esgrima brasileira em Tóquio. Diante disso, o gaúcho fez um apelo à torcida.

“A partir do dia 25, começa a esgrima no Japão. Conto com a torcida dos meus amigos, familiares e de todos no Brasil. Torçam, acreditem que vai dar certo. Vamos para cima dos caras para buscarmos uma medalha”, prometeu.

Foto: Alê Cabral/CPB

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