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Sob a liderança de Natália Falavigna, estreantes do taekwondo em Jogos Olímpicos almejam bons resultados

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Os três representantes brasileiros do taekwondo em Tóquio são estreantes em Jogos Olímpicos. Porém, a falta de vivência olímpica será compensada pela presença da maior referência da modalidade no país. Natália Falavigna, primeira medalhista olímpica no taekwondo, é a chefe da equipe no Japão e passará toda sua experiência ao jovem mas promissor grupo de atletas.

A partir de domingo, 25, o Brasil entra em cena na modalidade com Edival “Netinho” Marques na categoria até 57kg. Ele enfrentará o turco Hakan Receber, às 13h02 do horário de Tóquio (1h02 de Brasília). Ícaro Miguel e Milena Titoneli são os outros lutadores brasileiros na competição.

“Nossa equipe é formada por atletas estreantes em Jogos Olímpicos que, apesar da pouca idade, têm muita experiência. Todos têm resultados de nível mundial e títulos importantes para o taekwondo brasileiro. São atletas que conhecem a rotina de competição de alto nível que os Jogos Olímpicos exigem”, pontuou Natália Falavigna, medalha de bronze nos Jogos de Pequim 2008.

Com três participações olímpicas no currículo, Falavigna será peça fundamental no apoio aos atletas durante a competição. “Por ter passado por diversas experiências olímpicas, eu pude mapear cenários de riscos que podem acontecer e caminhos para que essa preparação fosse a melhor possível. A minha contribuição foi tentar direcionar toda a equipe para colocar o trabalho em prática no dia a dia. Então, eu chego em Tóquio muito feliz e confiante”, afirmou a quatro vezes medalhista em campeonatos mundiais.

Segundo ela, a preparação durante todo o ciclo olímpico foi muito bem estruturada e pelo nível técnico dos atletas existe chance de bons resultados em todas as categorias.

“O objetivo do taekwondo brasileiro é finalizar um trabalho que foi feito durante todo o ciclo olímpico e alcançar o máximo da performance esportiva de cada um. Os três atletas conseguem trazer um nível de luta muito competitivo. Isso me deixa tranquila, já que a preparação foi muito bem feita e os atletas são muito fiéis aos seus objetivos. Por isso, nós esperamos conseguir grandes resultados para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio”, projetou a chefe de equipe.

O taekwondo brasileiro realizou diversos campings de treinamento e participou de competições internacionais ao longo do ciclo. Depois da pandemia, o time foi treinar na Sérvia e antes de embarcar para o Japão os três atletas passaram por um período de treinamento no CT Time Brasil. A preparação final da equipe aconteceu na base de apoio de Ota. Toda essa estrutura deixa os atletas confiantes em uma boa performance.

“A expectativa é muito alta, o trabalho foi brilhante da CBTKD junto com o COB. Venho me preparando há muito tempo para esses Jogos Olímpicos e acredito muito em um bom resultado. Eu, a Milena e o Ícaro viemos treinando bastante. É um sonho da gente”, afirmou Netinho, 23 anos, medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2019.

Terceira colocada no último Campeonato Mundial, Milena Titoneli, 22 anos, também está motivada. “Estar nos Jogos Olímpicos é uma experiência incrível. É claro que esse ano está um pouco diferente por causa da pandemia, mas ao mesmo tempo a energia é incrível. Essa era a maior meta da minha carreira e estou muito feliz de estar aqui, com pessoas muito capacitadas, excelentes profissionais. Tenho certeza de que o taekwondo do Brasil chegará muito forte e temos muita chance de fazer história para a modalidade”, comentou a atleta da categoria até 76kg, que em 2019 entrou para a história ao se tornar a primeira brasileira campeã dos Jogos Pan-americanos.

Foto: Divulgação


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