Os Jogos Olímpicos na televisão brasileira - Rio 2016, Bandsports - Surto Olímpico

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Os Jogos Olímpicos na televisão brasileira - Rio 2016, Bandsports

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(Vinheta de abertura das transmissões do Bandsports para os Jogos Olímpicos de 2016)


Narração: Carlos Fernando, Ivan Zimmermann, Celso Miranda, Oliveira Andrade, Álvaro José, Téo José e Ivan Bruno

Comentários: André Domingos, Cláudio Roberto e Vanderlei Oliveira (atletismo), Patrick Winkler (natação), Flávio Saretta (tênis), Cacá Bizzocchi e Marcelo Negrão (vôlei masculino), Gabriel de Oliveira (boxe), Marcos Biekarck (iatismo), Danilo Castro (basquete masculino) e Helen Luz (basquete feminino)

Reportagens: os mesmos repórteres da Bandeirantes

Apresentação: Elia Júnior, Renata Saporito, Celso Miranda, Mônica Apor, Maria Paula Limah e William Lopes


A informação foi do site “Na Telinha”: pouco antes dos Jogos Olímpicos de 2016 começarem, o Grupo Bandeirantes divulgou à imprensa um release (material informativo) sobre sua cobertura televisiva no Rio de Janeiro. Porém, segundo os jornalistas da época, cometeu um esquecimento tão sutil quanto indelicado: só mencionava o que a Bandeirantes, emissora aberta, transmitiria. Ou quais seriam os profissionais envolvidos nas transmissões da Band nas Olimpíadas. Não havia uma palavra sobre Bandsports. Algo que desapontou a equipe do canal esportivo. Não era para menos. Sim, é verdade que Bandsports e Band sempre viveram numa sinergia historicamente gigante – muito antes de SporTV e Globo se aproximarem assim.


No entanto, a emissora de esportes do Grupo Bandeirantes tinha sua própria equipe. Seus próprios programas. Seguia dando amplo espaço a modalidades não muito consideradas pela concorrência – por exemplo, não só continuava como exibidor exclusivo da Diamond League de atletismo para a televisão brasileira, como se fortalecia no judô, exibindo o Grand Prix dos tatames. Sem contar o espaço maciço dado ao tênis, não só com eventos da ATP (a detenção exclusiva dos direitos de transmissão de Roland Garros à frente), mas também com um programa especial, o Ace Bandsports, e com a presença de dois comentaristas complementares: o ex-tenista Flávio Saretta e Chiquinho Leite Moreira, jornalista historicamente especializado na modalidade.


Era verdade que ambas, Bandeirantes e Bandsports, trabalhariam praticamente juntas na cobertura do Rio-2016 – basta dizer que elas compartilhariam as reportagens exibidas nos noticiários, gerais ou esportivos. Era mais verdade ainda que a “emissora-mãe” teria a preferência nos trabalhos – por exemplo, só os profissionais da Band usariam o estúdio no Parque Olímpico, com a equipe da Bandsports permanecendo nos estúdios do bairro paulistano do Morumbi. Entretanto, o “filhote esportivo” também teria seus próprios nomes presentes no Rio de Janeiro, por mais que muita gente concentrada no canal aberto também participasse da cobertura, vez por outra.


Numa edição de Olimpíadas em que o Grupo Bandeirantes ainda evocava a perda de Luciano do Valle (e você pode ler mais sobre isso no texto sobre a cobertura da Bandeirantes em 2016), Carlos Fernando seguiria como a voz principal do Bandsports nas competições olímpicas. Bem como Ivan Zimmermann, Celso Miranda... e os quatro narradores principais da cobertura da Band, que seriam mais periféricos no Bandsports: Téo José, Oliveira Andrade, Álvaro José – de volta aos canais do grupo que tão bem conhecia, no começo daquele 2016 – e Ivan Bruno.


Entre os comentaristas, a linha seria igual: todos os 40 nomes que opinariam nas modalidades do programa olímpico no Rio pela Band, na televisão aberta, estariam à disposição do Bandsports, com seu canal único na televisão fechada. Entretanto, a intenção era se diferenciar. Era dar preferência aos esportes já exibidos habitualmente na grade de programação do canal: atletismo, tênis, judô, vôlei, natação. Mais espaço para comentaristas já também frequentes na tela do canal, como Marcelo Negrão, comentando o vôlei masculino no Maracanãzinho, ou Flávio Saretta, dedicado ao tênis no Centro Olímpico. As palavras do diretor de esportes do Grupo Bandeirantes, Humberto Candil, ao site Na Telinha deixavam claro que o Bandsports se diferenciaria da Bandeirantes pelo aprofundamento nos esportes olímpicos menos badalados: “O que um canal transmitir ao vivo será sempre diferente daquilo que o outro estará mostrando”.


O Bandsports também se diferenciaria por unificar seus noticiários. Primeiro Tempo Bandsports, Bandsports News, Magazine Bandsports: todos eles seriam deixados de lado entre 3 e 21 de agosto de 2016. De programa fixo, só haveria o Maratona Bandsports, que abriria o dia olímpico com a edição das 7h15, apresentada dos estúdios em São Paulo por Maria Paula Limah e William Lopes, terminando logo que a primeira competição começasse no Rio. Daí, as transmissões seriam interrompidas apenas por flashes e boletins rápidos. E o Maratona Bandsports só voltaria à meia-noite, com outra dupla de apresentadores resumindo o que havia sido visto: Celso Miranda e Mônica Apor – esta, tendo sua primeira experiência no esporte, após passar por programas como o TV Fama, da Rede TV.



(Final do Maratona Bandsports, apresentado por Carlos Fernando e Fábio Piperno, em 2 de agosto de 2016, três dias antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro)


Na cidade-sede, Elia Júnior seria o principal apresentador do Bandsports, como já havia sido em Londres-2012. O paulistano já conversara com vários nomes da delegação brasileira nos Jogos, no Vila Bandsports que apresentava habitualmente. Já no Rio, seguiu apresentando o Primeiro Tempo Bandsports do qual era titular, antes que o Maratona Bandsports iniciasse os trabalhos.





(Início do “Primeiro Tempo Bandsports”, em 1º de agosto de 2016, com a apresentação de Elia Júnior, no Rio de Janeiro, e William Lopes, em São Paulo)


Elia seguiria ancorando qualquer boletim noticioso do canal no Rio. Mais do que isso: se a transmissão da Bandeirantes para a cerimônia de abertura no Maracanã, em 5 de agosto, foi preferencialmente jornalística (apenas Álvaro José era o representante esportivo no trio da Band, ao lado de Ricardo Boechat e Ana Paula Padrão), Elia foi uma das vozes do Bandsports na festa, ao lado de Marcelo Negrão e Téo José, então o narrador principal do canal aberto.


E a cobertura do Bandsports começou. Às vezes, o canal único fazia transmissões em rede com a “matriarca” Band – foi assim, por exemplo, na decisão do ouro no vôlei de praia masculino, em que Bruno e Alison “Mamute” conseguiram mais uma vitória brasileira, na Arena Carioca I, na praia de Copacabana. Mas às vezes, sempre mostrava o que o canal aberto deixava de lado. Foi assim no ouro de Robson Conceição, no peso leve.




(Decisão da medalha de ouro no peso leve, no boxe masculino, nos Jogos Olímpicos de 2016, com o brasileiro Robson Conceição vencendo o francês Sofiane Oumiha, na transmissão do Bandsports, com a narração de Ivan Zimmermann e os comentários de Gabriel de Oliveira)


E o Bandsports, mesmo quase igual à Band, fez uma cobertura diferente. Mesmo modesta, a cobertura foi relativamente elogiada. E de lá para cá, o canal segue como representante da tradição (poli)esportiva do Grupo Bandeirantes na televisão. Até porque, em Tóquio, quem exibirá os Jogos Olímpicos não será a Band, será ele. Só ele.





(Áudio do final da transmissão do Bandsports para a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016, com a apresentação de Elia Júnior, Téo José e Marcelo Negrão)

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