Brasileiros do tiro com arco disputam ranking round no dia da abertura de Tóquio 2020 - Surto Olímpico

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Brasileiros do tiro com arco disputam ranking round no dia da abertura de Tóquio 2020

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As competições de tiro com arco dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 começam já na sexta-feira, 23 de julho, com o ranking round, disputado no Parque de Yumenoshita, localizado no distrito de Yumenoshita, em Koto, leste de Tóquio. O Time Brasil conta com dois jovens arqueiros, porém não menos experientes. Ane Marcelle e Marcus D'Almeida estiveram nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e vão disputar o evento pela segunda vez consecutiva. Com lições aprendidas, eles chegam a Tóquio cercados de metas, orgulhos e expectativas.

“Estou muito orgulhosa da minha trajetória, de ser a primeira atleta negra do tiro com arco a disputar os Jogos Olímpicos pelo Brasil. Quero fazer bonito aqui como fiz em 2016”, diz a carioca, de 27 anos, que tem o melhor resultado do Brasil no tiro com arco da história, a 9ª colocação nos Jogos do Rio.

Ane Marcelle se classificou para Tóquio ao conquistar o Campeonato Pan-americano da modalidade, em junho deste ano, em Monterrey, no México. O caminho que percorreu até chegar ao Japão, como o de muitos atletas brasileiros, foi com obstáculos, mas também de aprendizado.

“No começo da pandemia eu fiquei 5 meses sem atirar, o nosso Centro de Treinamento foi fechado, isso atrapalhou um pouco a preparação. Mas, também, eu tirei um pouco da pressão e pude dar uma relaxada e isso acabou ajudando a conquistar a vaga para os Jogos”, contou a atleta, que vai competir nas provas individual e de equipe mista, essa ao lado de Marcus D’Almeida, dupla que, por sinal, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de Lima, em 2019.

Para chegar a Tóquio, o percurso do também carioca Marcus foi diferente. Ele assegurou a vaga ao conquistar a medalha de prata no Pan de Lima. A trajetória esportiva até aqui também tem diferenças. Marcus D’Almeida foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2014 – no mesmo ano foi vice-campeão mundial júnior – e chegou aos Jogos do Rio, dois anos depois, com a expectativa lá em cima por uma medalha, apesar de ter apenas 18 anos.

“Acho que pulei algumas etapas e não cheguei aos Jogos do Rio do jeito que eu gostaria. Hoje eu entendo o que foi disputar uma edição dos Jogos, o tamanho de tudo aquilo, e estou mais maduro. Estou aqui em Tóquio pronto para fazer o que eu treinei, da melhor forma possível, pensando sempre coisas positivas”, analisou o atleta, hoje com 23 anos, que, assim como Ane, vai competir na prova individual e nas duplas mistas.

Foto: Divulgação

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