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A menos de 100 dias dos Jogos, COB investe na preparação dos atletas, avança em operação logística e define protocolos médicos

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Em contagem regressiva para o início dos Jogos de Tóquio 2020, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) entra de vez na reta final de preparação para a Missão mais complexa de sua história. Após o adiamento do evento em um ano e com o impacto prolongado da pandemia, todo o planejamento – esportivo, operacional e de proteção à saúde – precisou ser revisto e adaptado à nova realidade global.

“Temos um enorme desafio pela frente. Inicialmente, estruturamos o nosso planejamento para Tóquio pensando na melhor adaptação dos atletas ao clima, ao fuso horário e à alimentação. Mas a pandemia exigiu que, além desses aspectos, nós tivéssemos atenção redobrada à saúde dos atletas, buscando reduzir os riscos de contaminação pela Covid. Mesmo assim, tenho certeza que estaremos prontos no dia 23 de julho”, afirma o chefe da Missão brasileira nos Jogos Olímpicos e vice-presidente do COB, Marco La Porta assim, referindo-se à data de abertura oficial do evento.

Diante desse cenário, os atletas classificados para os Jogos Olímpicos ou com chances de conquistar uma vaga em Tóquio têm recebido atenção especial do COB e das confederações. Muitos deles, inclusive, têm treinado no Centro de Treinamento Time Brasil, que se mantém em funcionamento com a autorização da Prefeitura do Rio de Janeiro.

“Para continuarmos com o Maria Lenk aberto e oferecermos uma preparação adequada aos atletas, sem comprometer a saúde deles, adaptamos ainda mais a nossa operação. Os aparelhos de musculação, por exemplo, estão cada vez mais espaçados pelas salas do CT; também reduzimos o número de atletas por raia na piscina; e criamos um sistema de revezamento para que cada equipe possa treinar em horários específicos. Além disso, os atletas que não moram no Rio de Janeiro estão hospedados em um hotel bem próximo ao CT”, explica o diretor de Esportes do COB, Jorge Bichara.

Quanto à logística, nove contêineres repletos de equipamentos serão enviados ainda neste mês de abril para as bases do Time Brasil no Japão (Chiba, Chuo, Enoshima, Hamamatsu, Koto, Miyagase, Ota, Sagamihara e Saitama). Essa operação, no entanto, teve início em 2018, quando o COB transportou diversos materiais para o país-sede dos Jogos, como barcos, botes e pisos de competição.

Já em relação às medidas de prevenção à Covid-19, prioridade da Missão Tóquio, o COB adotará as seguintes ações: redução da delegação brasileira, com o cancelamento dos programas Vivência Olímpica, Família Olímpica e Embaixadores; realização obrigatória de exames clínicos e laboratoriais antes do embarque ao Japão; restrição a oficiais que integrem o grupo de risco; e, principalmente, a criação de uma comissão médica, com a presença de infectologistas, que discute diariamente questões relativas ao coronavírus e elabora os protocolos a serem adotados em Tóquio.

Buscando criar um ambiente seguro para atletas e oficiais no Japão, esta comissão é liderada por Ana Carolina Côrte, coordenadora médica do COB, e outros três profissionais: Felipe Hardt, médico do esporte; Ho Yeh Li, coordenadora de moléstias infecciosas do Hospital das Clínicas, em São Paulo; e Beatriz Perondi, coordenadora de atendimento a situações extremas no mesmo hospital, na capital paulista.

“Serão Jogos Olímpicos totalmente diferentes e uma das nossas estratégias, desde o início da pandemia, tem sido o monitoramento dos atletas, não apenas em relação aos sintomas da Covid, mas também no que diz respeito a dores e lesões. Temos utilizado ferramentas de inteligência para realizar este acompanhamento e seguiremos dessa forma no Japão, procurando tratá-los com agilidade e eficácia”, diz Ana Carolina Côrte.

Foto: Divulgação/COB

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