Coluna Gran Willy: Austrália fez a ‘lição de casa’ e agora pode receber até 30 mil pessoas por dia no Australian Open - Surto Olímpico

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Coluna Gran Willy: Austrália fez a ‘lição de casa’ e agora pode receber até 30 mil pessoas por dia no Australian Open

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Na última sexta-feira (29), imagens da Austrália chocaram a comunidade esportiva ao redor do mundo. Isso porque a cidade de Adelaide sediou uma série de jogos exibição de tênis, com presença de público. Aproximadamente 4 mil pessoas, quase todas sem máscara, lotaram arquibancadas do Memorial Drive Tennis Club, durante a pandemia, para ver Novak Djokovic, Rafael Nadal, Serena Williams, Naomi Osaka, entre outros grandes nomes da modalidade. 


No mesmo dia, a Diretoria de Saúde do estado de Victoria, onde fica a cidade de Melbourne, sede do Australian Open, aprovou a presença de até 30 mil pessoas por dia para a realização do Grand Slam. Este número cairá para 25 mil a partir da fase de quartas de final. Apenas moradores da Austrália poderão comparecer aos jogos. 


Mas antes de qualquer crítica ou estranheza ao olhar outro país voltando aos poucos à normalidade, é importante ressaltar a seriedade da Austrália no combate à pandemia. Desde o dia 15 de fevereiro do ano passado, quando o Worldometers passou a contabilizar o número de casos de coronavírus, até hoje (01/02), o país da Oceania teve 28.818 casos da doença, tendo outras 106 nações com mais pessoas infectadas em todo o mundo. 


Ao todo, a Austrália contabiliza 909 mortes pelo coronavírus. Numa comparação com o Brasil, que no último sábado (30), sediou no Maracanã, a final da Libertadores da América, com presença de aproximadamente 5 mil pessoas num único setor do estádio, teve 224.534 mortes pela doença, uma diferença gritante. 


A Austrália vive uma outra realidade. Enquanto países como o Brasil seguem sofrendo com a pandemia, a região da Oceania como um todo preveniu e trabalhou para que a famigerada nova onda da pandemia fosse contida. 


Há 15 dias a Austrália não registra casos locais de coronavírus. Já os tenistas que participarão do primeiro Major da temporada, cumpriram 14 dias de isolamento social obrigatório, com direito a apenas cinco horas para treinamentos fora do quarto. Já aqueles que estiveram em voos com pessoas contaminadas, cumpriram uma quarentena mais restrita ainda, sem direito ao período de treino.


Tudo isso significa que todo o trabalho feito em meses de pandemia foi um sucesso e agora o país poderá colher os frutos de realizar o primeiro Grand Slam com público desde o Australian Open do ano passado, quando ainda não haviam sombras de pandemia. 


Smash!


- Thiago Wild encerrou a série de 10 derrotas seguidas. Nesta segunda o brasileiro bateu o italiano Lorenzo Giustino por 6-4 e 6-3 em 1h12 de jogo no Challenger de Antalya. 


- Carol Meligeni e Ingrid Martins venceram suas partidas de semifinal no ITF W15, também realizado em Antalya. No entanto, o torneio que começou semana passada e sofreu com diversos atrasos causados pelas chuvas no local, foi cancelado. Com isso as brasileiras receberam pontos e premiações referentes à fase alcançada. 


- Luisa Stefani e Hayley Carter estrearam com vitória no WTA 500 de Melbourne (Gippsland Trophy). Elas bateram a dupla da República Tcheca Lucie Hradecka e Krystina Pliskova por 6-1 e 7-6 (4). 


Foto: Morgan Sette/Reuters


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