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Boicote a Pequim em 2022 seria "contraproducente", afirma secretário geral do Comitê Olímpico Canadense

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O secretário-geral do Comitê Olímpico Canadense (COC), David Shoemaker, admitiu que há preocupações com a situação dos direitos humanos na China, mas minimizou as sugestões de que o país poderia boicotar os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim em 2022.

Políticos de vários países pediram um boicote aos Jogos devido ao alegado abuso dos direitos humanos em Hong Kong e de muçulmanos uigures.

O político conservador Michael Chong, membro do principal partido de oposição do Canadá, instou o governo a considerar um boicote. Já o ex-ministro canadense de relações exteriores, François-Philippe Champagne, no entanto, sugeriu que a decisão deve ser tomada pelo COC.

Shoemaker disse ao canal de notícias CTV News que o Canadá está se preparando para competir nos Jogos. O secretário-geral do COC reconheceu que a situação na China era uma preocupação, mas acredita que um boicote aos Jogos seria contraproducente.

"Estamos preocupados com o que estamos ouvindo estar ocorrendo no país anfitrião e sabemos que o governo do Canadá está tratando dessas questões de governo para governo. O COC acredita que o esporte tem um poder único de unir o mundo, de criar diálogo e construir compreensão por meio de importantes conexões entre pessoas.", disse Shoemaker à CTV News.

Ainda durante a entrevista, o secretário-geral relembrou outros boicotes e suas consequências: "Boicotes olímpicos anteriores, como Moscou em 1980 e Los Angeles em 1984, puniram os atletas, consolidaram ainda mais os governos em suas posições e conseguiram pouco mais. Se o objetivo final é ver uma mudança, acreditamos que um boicote seria contraproducente."

Políticos da Grã-Bretanha, Austrália e Estados Unidos pediram um boicote devido ao suposto abuso dos direitos humanos em Hong Kong e de muçulmanos uigures, acusações que a China negou repetidamente.

Os governos do Reino Unido e dos Estados Unidos já boicotaram as Paraolimpíadas de Sochi 2014, sem nenhum político presente nos Jogos após a intervenção da Rússia na Crimeia uma semana antes da abertura do evento. Equipes dos dois países estiveram representadas nos Jogos.

As Nações Unidas estimam que pelo menos um milhão de uigures e outros muçulmanos indígenas foram detidos em "centros de contra-extremismo" em Xinjiang.

Uma coalizão que representa os grupos tibetanos, uigures, de Hong Kong e da democracia chinesa se reuniu com autoridades do Comitê Olímpico Internacional (COI) em outubro, quando pediram que os Jogos de 2022 fossem movidos por causa das alegações.

 Estudantes por um Tibete Livre, We The Hongkongers, International Tibet Network, World Uyghur Congress e Humanitarian China / China Against the Death Penalty estavam entre as organizações representadas na coalizão.

Foto: Arquivo/COI

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