Coluna Gran Willy: Os destaques da temporada 2020 de tênis nas duplas - Surto Olímpico

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Coluna Gran Willy: Os destaques da temporada 2020 de tênis nas duplas

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Na semana passada a coluna Gran Willy abriu um espaço especial para falar sobre os destaques da temporada 2020 do tênis em simples, tanto no masculino, como no feminino. Então desta vez o enfoque vai para os melhores tenistas no circuito das duplas da WTA e da ATP. 


Apesar de serem muito prejudicados pela pandemia de coronavírus, o circuito das duplas proporcionou partidas de muita qualidade e com muito equilíbrio na maioria das vezes, algo que já é marca registrada da categoria. 


Novamente o Brasil brilhou nas duplas, desta vez com o mineiro Bruno Soares e a paulistana Luisa Stefani, umas das surpresas da temporada. 


Em 2020 os duplistas brasileiros disputaram 11 finais, conquistando o título em cinco oportunidades: no ATP 250 de Córdoba, com Marcelo Demoliner ao lado do neerlandês Matwé Middelkoop; duas vezes com Marcelo Melo ao lado do polonês Lukasz Kubot, nos ATP's 500 de Acapulco e Viena; uma vez com Bruno Soares, junto ao croata Mate Pavic, no US Open; e por fim, uma vez com Luisa Stefani, no WTA International de Lexington, ao lado da estadunidense Hayley Carter.


Além disso, Demoliner foi vice no ATP 500 de St. Petersburgo, Melo foi vice no ATP 250 de Colônia e Luisa ficou no quase em Estrasburgo (International) e Ostrava (Premier). Mas o melhor brasileiro da temporada foi sem dúvidas Bruno Soares, de quem vou falar na sequência. 


Destaques da temporada 2020

ATP




- Bruno Soares e Mate Pavic: A melhor dupla da temporada. Não dava para imaginar no início que essa parceria daria tão certo, mas o brasileiro e o croata uniram suas caracteristicas e chegaram em duas finais de Major em 2020, ficando com o título no US Open e o vice campeonato em Roland Garros. 


O fim do ano foi concluído com um vice no Masters 1000 de Paris e com a coroação como melhor dupla de 2020, fechando o ano como parceria que mais somou pontos nesta conturbada temporada (3.785). 


Mas apesar de todo o sucesso, foi do croata da decisão de encerrar a parceria com Soares. Pavic expôs sua insatisfação após a final do Masters 1000 de Paris e com isso a dupla anunciou que não jogará junta em 2021. 


Soares já anunciou a retomada da parceria com Jamie Murray, com quem venceu um Australian Open e um US Open, ambos em 2016, enquanto Pavic, de olho nos Jogos Olímpicos de Tóquio, jogará com o compatriota Nikola Mektic. 





- Rajeev Ram e Joe Salisbury: A dupla formada por Ram, dos Estados Unidos e Salisbury, da Grã-Bretanha, começou o ano com um grande resultado, o título do Australian Open, batendo os donos da casa, Max Purcell e Luke Saville em sets diretos. 


Mas com uma temporada tão atrapalhada pela pandemia, foram poucas as chances que Ram e Salisbury tiveram para erguer novamente um troféu, algo que não voltou a acontecer em 2020 apesar de outros bons resultados da dupla. 


Juntos o estadunidense e o britânico chegaram às semifinais do US Open e às quartas de final em Roland Garros. Houve ainda a semifinal no ATP Finals, outra semi, mas desta vez no Masters 1000 de Cincinnati e uma modesta segunda rodada no Masters 1000 de Roma. 


Com esta campanha, Ram e Salisbury finalizaram a temporada com o segundo lugar, com 3.750 pontos. 





- Wesley Koolhof e Nikola Mektic: A dupla chegou em quatro finais em 2020, conquistando dois títulos. Eles venceram o ATP 250 do Catar, em janeiro e o ATP Finals no início de novembro. Porém, perderam a decisão do ATP 250 de Marseille e do US Open. 


Após uma temporada consistente, Koolhof e Mektic terminaram o ano como a terceira dupla que mais somou pontos na ATP em 2020, com 3.625 pontos, abrindo 515 de vantagem para a parceria que ficou na quarta colocação, Kevin Krawietz e Andreas Mies. 


Mesmo com o sucesso e um bom encerramento de temporada, eles decidiram se separar. Koolhof jogará em 2021 ao lado do polonês Lukasz Kubot, e Mektic, como já mencionado, terá o compatriota Pavic como novo parceiro. 



WTA 




- Timea Babos e Kristina Mladenovic: Irretocável na medida do possível. Foi assim a temporada de Babos (HUN) e Mladenovic (FRA). Souberam se adaptar ao ano confuso no circuito e fizeram dos títulos no Australian Open e em Roland Garros, seus dois únicos troféus nesta temporada. Traduzindo, venceram onde era mais importante. 


O domínio da dupla nos Majors nas últimas temporadas é facilmente notado ao olharmos as estatísticas. Desde 2018, a húngara e a francesa chegaram em seis das 11 finais de Grand Slam possíveis, ganhando quatro títulos.


Com dois bons resultados Babos e Mladenivic formaram a melhor dupla de 2020 na WTA, embora o ranking tenha sido "cancelado" já que o Finals feminino foi cancelado devido à pandemia. 


O único resultado 'abaixo das espectativas' desta parceria foi no US Open, onde caíram nas oitavas de finala francesa ser excluída de forma polêmica da chave de simples e duplas por ter tido contato com o compatriota Benoit Paire, que tinha sido diagnosticado com coronavírus. 





- Laura Siegmund e Vera Zvonareva: Mais uma dupla que aproveitou bem as poucas chances que a temporada proporcionou. Venceram o US Open após baterem parcerias fortes como a da bielorrússa Victoria Azarenka e a estadunidense Sofia Kenin (nas oitavas) e posteriormente a belga Elise Mertens e a bielurússa Aryna Sabalenka (nas quartas). 


Este foi o terceiro título de Major nas duplas femininas para a experiente Zvonareva, enquanto Siegmund conquistou no US Open seu primeiro título de Grand Slam na categoria. 






- Luisa Stefani e Hayley Carter: Com uma dose de ufanismo claro, mas é inegável que Luisa e Hayley se destacaram nesta temporada. Foram duas terceiras rodadas de Major (Australian Open e Roland Garros) e uma inédita quartas de final, no US Open (com chave reduzida por causa dos protocolos de segurança do evento). 


Além disso, juntas elas chegaram há duas finais de WTA, ficando com o título em Lexington, logo no primeiro torneio da dupla após o fim da paralisação do circuito causada pela pandemia. 


No ranking individual das duplas, Luisa aparece na 33ª colocação, há apenas 55 pontos de furar o top-30 da categoria. Sua parceira Hayley figura duas pocisões abaixo, no 35º lugar, já que a brasileira conquistou mais pontos ao alcançar a final do WTA Premier de Ostrava, jogando com a canadense Gabriela Dabrowski. 


Foto: Reprodução

          Reuters

          Associated Press

          ATP

          Pauline Ballet/FFT

          Associated Press

          Pete Staples/USTA

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