Coluna Gran Willy: A história do torneio de tênis de Cincinnati - Surto Olimpico

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Coluna Gran Willy: A história do torneio de tênis de Cincinnati

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A temporada 2020 de tênis da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) foi retomada com o início da disputa do Masters 1000 de Cincinnati, também conhecido como Cincinnati Open.

O Cincinnati Open é um dos campeonatos de tênis mais tradicionais do dos Estados Unidos, tendo sido fundado no ano de 1899, tanto para homens quanto para mulheres. Ao contrário do que ocorre hoje, sua primeira edição foi disputada no saibro, de acordo com relatos encontrados em jornais da época. 

Desde 1979 o evento não é de fato realizado em Cincinnati. A anfitriã é cidade de Mason, que fica a 35 km do centro de Cincinnati. 

Porém, neste ano, o evento não será realizado por nenhuma cidade do estado de Ohio, no centro-oeste dos Estados Unidos. E sim em Nova York, no Billie Jean King National Tennis Center, mesmo local que realiza o US Open, como uma das medidas de prevenção contra o coronavírus, evitando o longo deslocamento entre as cidades, após o término do torneio.

O torneio foi disputado na maioria das vezes na terra batida, até que em 1978, mudou permanentemente para quadras duras. As constantes alterações na gestão do torneio fizeram com que ele fosse disputado em diversas superfícies e em vários locais, até mesmo dentro de um parque aquático de diversões, o Coney Island, em 1975. 

O Cincinnati Open criou um laço muito forte com a filantropia. Desde 1975 o evento doa milhões de dólares para intituições de caridade e hospitais, como o Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, o Tennis for City Youth, um programa para ensinar tênis para crianças e ao The Charles M. Barrett Cancer Center, do Hospital Universitário da cidade. 

Essa tradição filantrópica do torneio nasceu quando Paul Flory assumiu a direção, sempre como um voluntário. Entre 1975 e 2013, ele dirigiu o evento sem nunca aceitar receber um salário. Em 31 de janeiro de 2013 ele faleceu. 

Dentro de um cenário normal, sem a pandemia de coronavírus, o Cincinnati Open é realizado no complexo Linder Family Tennis Center, que conta com 17 quadras, incluindo quatro estádios.

Recordes

Entre os homens, o tenista suíço Roger Federer detém uma série de recordes no Cincinnati Open. Ele é o maior campeão em simples, tendo conquistado sete títulos em oito finais disputadas. Seu primeiro troféu foi conquistado em 2005, ao bater o estadunidense Andy Roddick. Em 2007 ele venceu James Blake na decisão. 

Em 2009, abriu grande rivalidade contra Novak Djokovic pelo título. Federer enfrentou e venceu o tenista sérvio em outras duas oportunidades, 2012 e 2015, perdendo sua primeira final em 2018. 

Foi diante Djokovic, no Cincinnati Open de 2015, que Federer passou a aprimorar o golpe de antecipação chamado SABR. Foto: Reprodução/Tennis World USA

Em 2010, Federer bateu na final Mardy Fish, dos Estados Unidos e em 2014, David Ferrer, da Espanha.

Federer também é o tenista que mais partidas disputou e o que mais venceu no Cincinnati Open. Foram 47 vitórias em 57 jogos do suíço, ao longo de 17 edições. 

Fora da edição 2020 do evento, ele terá a oportunidade de bater outro recorde em 2021. O de tenista mais velho a erguer o troféu de campeão. Atualmente o dono desta marca é Ken Rosewall, da Austrália, que em 1970 venceu o torneio com 35 anos, oito meses e 19 dias. Federer fez 39 anos no último dia 8. 

Já entre as mulheres, o recorde de títulos é dividido entre duas atletas estadunidenses: Ruth Sanders e Clara Zinke, ambas com cinco conquistas. 

Sanders dominou o evento entre os anos 10 e 20 do século passado, vencendo os campeonatos de 1913, 1914, 1920, 1922 e 1923. 

Poucos anos depois foi a vez de Zinke dominar o Cincinnati Open, com títulos em 1926, 1927, 1929, 1930 e 1931. Zinke fez dez finais consecutivas entre 1923 e 1932. 

Inclusive, o último título de Sanders foi sobre Zinke, em 1923, após vitória por 6-0 e 7-5. 

Atualmente a única tenista que tem dois títulos do Cincinnati Open (hoje chamado de Premier 5 de Cincinnati) é Serena Williams, que venceu as edições de 2014 e 2015 ao bater Ana Ivanovic e Simona Halep respectivamente. 

Halep tem três finais no torneio, mas nunca conseguiu conquistar o título, perdendo suas outras duas finais para a espanhola Garbine Muguruza, em 2017 e para a neerlandesa Kiki Bertens, em 2018. 

O Brasil no torneio

Em 2001 o ex-tenista brasileiro Gustavo Kuerten conquistou o título do Cincinnati Open ao bater o australiano Patrick Rafter em sets diretos, com placar de 6-1 e 6-3, sendo este o único título de simples do Brasil no torneio. 

Foto: Reprodução

Em 1983, a dupla 100% brasileira formada por Carlos Kirmayr e Cássio Motta perdeu na final para os donos da casa, Victor Amaya e Tim Gullikson, por 6-4 e 6-3. 

Mas em 2016 e 2018 o troféu veio para o Brasil. Primeiro com Marcelo Melo, que ao lado do croata Ivan Dodig, derrotou a dupla Jean-Julien Rojer e Horia Tecau, por 7-6, 6-7 e 10-6 no super tiebreak. 

Dois anos depois foi a vez de Bruno Soares conquistar o título ao lado do britânico Jamie Murray, ao virar a partida final diante os colombianos Juan Cabal e Robert Farah, por 4-6, 6-3 e 10-6.

Foto: Divulgação

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