Destaque do vôlei de praia dos EUA, Tri Bourne divide sua atenção entre os treinos e a filha durante quarentena - Surto Olimpico

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Destaque do vôlei de praia dos EUA, Tri Bourne divide sua atenção entre os treinos e a filha durante quarentena

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Há um ano, Tri Bourne estava se preparando para o Campeonato Mundial de Vôlei de Praia, além de ajudar sua esposa Gabby a se preparar para a chegada da primeira filha do casal em setembro. Doze meses depois, Bourne e Gabby estão cuidando da filha Naia, enquanto o jogador se prepara fisicamente para o retorno das competições após a pandemia.

Enquanto passa a quarentena com a família em uma residência na Califórnia, Bourne disse à Federação Internacional de Voleibol (FIVB) que preferia estar "em casa, no Havaí, mas as restrições de viagem tornaram isso difícil”, e que tem treinado muito na academia que montou em sua garagem.

“Sinto que consegui me manter em boa forma e tive a sorte de ter acesso a quadras particulares, onde posso jogar um pouco”, acrescentou o jogador, que completou 31 anos no último domingo (21). “Também tive a oportunidade de assistir a mais filmes e a estudar o jogo da perspectiva de um defensor, algo que ainda sinto que tenho muito a aprender".

Em seu cotidiano, porém, Bourne passa a maior parte do tempo assistindo sua filha crescer. “Ser pai é um grande desafio, mas foi uma bênção ter a oportunidade de estar em casa durante o primeiro ano de vida da minha filha", relatou. “É definitivamente um ponto de vantagem para mim estar em casa com Gabby e Naia. Eu estava planejando ficar muito longe durante a temporada, então estar aqui para vê-la aprender a engatinhar, acenar, bater palmas, foi incrível. Essas pequenas coisas são importantes para mim agora.”





Devido a uma doença muscular inflamatória crônica chamada dermatomiosite, Bourne perdeu mais de dois anos de competições entre 2017 e 2018, depois de terminar em terceiro com o ex-parceiro John Hyden no Finals do Circuito Mundial de 2016. O tempo fora, porém, foi importante para que o jogador pudesse administrar melhor a parte psicológica quando a pandemia começou.

"Definitivamente, acho que o tempo que fui forçado a passar longe do vôlei de praia em 2017 me preparou bem para esse período em 2020", disse Bourne. "Sinto que estava bem preparado para encontrar os pontos positivos e aproveitar esse tempo de folga, em vez de me debruçar sobre os negativos de não ser capaz de jogar e competir".

Quando ele voltou às quadras no final de setembro de 2018, já com o atual parceiro Trevor Crabb, em um evento da FIVB em Qinzhou (CHN), o par americano conquistou a medalha de ouro ao vencer cinco das seis partidas. Bourne e Crabb derrotaram os russos Taras Myskiv e Valeriy Samoday na final por 2 sets a 0 (21-18, 21-9). 

Além de uma medalha de ouro em seu primeiro evento juntos, os estadunidenses conquistaram o quarto lugar no Campeonato Mundial de Vôlei de Praia de 2019, em Hamburgo, no qual todas as três derrotas do time foram para as equipes que terminaram no pódio. A última aparição competitiva da dupla foi em meados de março, em etapa quatro estrelas do Circuito Mundial de Vôlei de Praia disputada no Qatar.

A dupla americana venceu o primeiro torneio que disputou como equipe em 2018 (Foto: Reprodução/FIVB)

Bourne e Crabb são a segunda melhor parceria dos Estados Unidos no ranking olímpico de qualificação para Tóquio, ocupando o 11º lugar com 6.360 pontos em seus 12 melhores torneios. Jake Gibb e Taylor Crabb são a principal dupla americana no ranking, com 6.680 pontos que os colocam na 8ª posição geral.

Phil Dalhausser e Nick Lucena, que terminaram em quinto lugar nas Olimpíadas do Rio em 2016, quando foram eliminados pelos eventuais vencedores das medalhas de ouro Alison e Bruno Schmidt, têm 5.840 pontos em 11 eventos de qualificação até o momento. Apenas as duas melhores equipes do país na lista da FIVB do dia 13 de junho de 2021 irão à Tóquio.

"É realmente difícil entender o fato de que a qualificação será estendida por mais um ano", disse Bourne sobre o adiamento dos Jogos. “Somos uma equipe jovem que ainda está trabalhando nas dificuldades. Em nossa mente, esse tempo extra é algo que podemos usar em nosso proveito. Gosto de dedicar algum tempo para estudar o jogo por vídeo, porque sinto que estou vendo as coisas de maneira diferente agora. Só o tempo irá dizer!"

Enquanto o Circuito Mundial está em pausa devido à pandemia, Bourne também está gastando uma quantidade significativa de tempo trabalhando no podcast “SANDCAST: vôlei de praia com Tri Bourne e Travis Mewhirter”, o programa de vôlei mais ouvido nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Alemanha e Suécia, de acordo com o rastreador de audiência Chartable. 

Além disso, Bourne tem buscado conciliar a paternidade e sua carreira no vôlei de praia com o trabalho de administrador, depois de ter sido eleito no mês passado para o Conselho de Administração da USA Volleyball.

"Foi uma honra ter sido selecionado para o conselho de diretores de vôlei dos EUA", contou. "Eu estava interessado no cargo porque gostaria de aprender mais sobre o nosso esporte e ter um impacto maior além do jogo. Estou ansioso para aprender muito e ganhar um relacionamento mais próximo com os outros membros do conselho e com meus colegas atletas."

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Foto: Reprodução/Instagram

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