Atletas classificados para Tóquio treinam com robô e com a família durante pandemia - Surto Olimpico

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Atletas classificados para Tóquio treinam com robô e com a família durante pandemia

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Os mesa-tenistas Paulo Salmin e Bruna Takahashi contaram na Live Tamo Junto, parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB), quais recursos estão utilizando para treinar durante a quarentena. O bate-papo aconteceu nos perfis oficiais das entidades no Instagram (@ocpboficial e @timebrasil).

A transmissão deu sequência ao conjunto de ações feitas pelo CPB durante a quarentena do Covid-19.

Em conversa descontraído, Paulo Salmin e Bruna Takahashi contaram como está a nova rotina de treinos durante a quarentena. Salmin treina utilizando um robô que dispara bolinhas para poder treinar algumas jogadas. “Não é a mesma coisa treinar com o robô porque precisamos lidar com diversos tipos de jogadas, de jeitos de jogar, mas não dá para ficar parado e isso tem ajudado muito”, contou.

Já Bruna conta com a ajuda da irmã, Giulia Takahashi, também mesa-tenistas. “Treino com a minha irmã para manter o ritmo. Como as duas precisam treinar, assim ajudamos uma a outra”.

Os atletas também compartilharam com o público seus principais desafios e até desilusões da carreira. Para Salmin, amputado de perna direita devido a uma má-formação congênita, seu maior desafio foram os Jogos Rio 2016. “Estava lesionado e foi desafiador. Durante um jogo, acabei caindo e a lesão voltou a doer. Estava na frente por 2 a 1, mas perdi por 3 a 2 e isso nos custou a medalha em equipe”, relembrou.

Os Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 foi desafiador para a jovem Bruna, de apenas 19 anos. “Perder pra americana foi doloroso, mas sei que dei meu melhor e aprendi muito com essa experiência, foram os meus primeiros Jogos Pan-Americanos”, contou a atleta que já está classificada para Tóquio, no ano que vem.

Em 2019, Paulo Salmin consagrou-se campeão parapan-americano em Lima, pela classe 7, e garantiu a vaga para os Jogos Paralímpicos de Tóquio. Com estes feitos, foi eleito o melhor atleta da modalidade no Prêmio Paralímpicos 2019. Salmin ocupa a 11ª posição no ranking mundial em sua classe. 

Bruna, que joga pelo Sporting, de Portugal, entrou para a história do tênis de mesa brasileiro no fim de 2019 ao se tornar a primeira atleta no top 50 no ranking mundial feminino. Ela está na 49º colocação.

Atualmente, os rankings mundiais, olímpico e paralímpico, estão congelados devido ao cancelamento do calendário esportivo em meio a pandemia do Covid-19.

Salmin aproveitou a oportunidade para apresentar mais sobre tênis de mesa paralímpico e explicou sobre as classes da modalidade e como funciona o sistema de pontuação. “No paralímpico a pontuação é diferente do olímpico. Todos as partidas valem muito e o ranqueamento do meu adversário é o que define quantos pontos eu perco ou ganho. Se venço alguém numa posição acima da minha, eu ganho mais pontos, se perco para alguém abaixo eu perco pontos. Caso seja um adversário com posicionamento parecido com o meu acontece o que chamamos de pontos neutros”, explicou.

Esta foi a segunda live conjunta entre as duas entidades que regem o desporto olímpico e paralímpico no país. Juntos, os dois comitês reúnem 336mil seguidores no Instagram. A estreia deste projeto ocorreu na sexta-feira, 22, quando o campeão paralímpico Petrúcio Ferreira, o atleta paralímpico mais rápido do mundo e o campeão Pan-Americano dos 400m com barreiras Alison Brendom, o Piu, participaram da estreia desta parceria inédita entre os Comitês.

Foto: EXEMPLUS/CPB

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