Comitê Olímpico de Portugal pede ao COI pronto adiamento dos Jogos Olímpicos - Surto Olimpico

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Comitê Olímpico de Portugal pede ao COI pronto adiamento dos Jogos Olímpicos

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A cada instante aumentam os apelos para que o Comitê Olímpico Internacional (COI) e os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 adiem as disputas da XXXII Olimpíada. Desta vez foi o Comitê Olímpico de Portugal (COP) que pediu firmeza e rapidez em face à pandemia do covid-19, para que os Jogos aconteçam em “paz e segurança para todos”.

Na carta aberta enviada a Thomas Bach, presidente do COI, o Comitê português, dirigido por José Manuel Constantino, pede que a entidade chegue a uma decisão firme e que "rapidamente possa anunciar ao mundo uma solução de adiamento que tranquilize os atletas e as organizações desportivas".

Em respeito ao pedido que os atletas continuem a treinar para os Jogos com abertura marcada no dia 24 de julho de 2020, o COP pensa que isso "comporta um risco elevado e envolve uma inequívoca pressão sobre os atletas, num momento em que as orientações generalizadas das autoridades de saúde mundiais insistem para a importância das pessoas ficarem em casa, resultando assim no fecho de todos os centros de treino".

"Hoje, mais do que nunca na nossa história recente, impõem-se decisões firmes", continua a carta, lembrando que não se deve "colocar a saúde e as vidas dos atletas em risco".

A entidade máxima do esporte português conseguiu liberação para os atletas de alto rendimento continuarem a treinar, apesar do regime de quarentena e do estado de emergência decretado. De qualquer maneira, o COP assinala que “o acesso aos centros de treino, ainda que permitido, na prática, não se torna fácil, devido à multiplicidade de entidades gestoras destes espaços, quer municípios, quer privados, que não têm condições para assegurar esse funcionamento sem pôr em risco os seus colaboradores".

Casos específicos de modalidades foram lembrados. "Há modalidades desportivas que, por força das suas condições de treino, envolvem elevados níveis de exposição ao risco, não sendo possível encontrar soluções de treino em segurança, de acordo com as orientações das autoridades de saúde, o que acentua ainda mais os desequilíbrios competitivos e de preparação de atletas gerados por esta situação sem precedentes", completa a carta.

Foto: Divulgação COP

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