Pesquisa revela que maioria dos atletas olímpicos ainda luta por condições financeiras dignas - Surto Olímpico

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Pesquisa revela que maioria dos atletas olímpicos ainda luta por condições financeiras dignas

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Uma pesquisa feita pelo grupo Global Athlete descobriu que a maior parte dos atletas olímpicos de elite não se sente financeiramente estável, não recebendo fundos de treinamento, bolsas para competir ou auxílios no dia a dia. 491 atletas de 48 países diferentes, dos cinco continentes, foram entrevistados.

58% deles responderam que não consegue ter uma vida financeiramente tranquila. A grande maioria disse que não recebe a compensação financeira apropriada do COI ou das federações nacionais. 57% responderam que "sim" quando perguntados se o COI deveria pagar os atletas para participar dos eventos.

A entidade máxima do esporte, após muita pressão, tem cedido alguns benefícios aos atletas olímpicos para exploração de seu rendimento financeiro. No ano passado, por exemplo, o COI permitiu que os comitês olímpicos nacionais relaxassem as diretrizes da Regra 40, que restringe os atletas de aproveitarem seu potencial de marketing, fazendo propagandas e divulgando marcas durante os Jogos Olímpicos. 

Na pesquisa, quando perguntados, 80% dos atletas concordou com a alteração da entidade e das entidades nacionais. As razões da instabilidade financeira dos atletas, entretanto, são muito maiores do que apenas as questões ditas na Regra 40. Afirmaram tratar-se de bolsas para treinamentos, despesas cotidianas, seguros e oportunidades pós-carreira.

Os atletas também foram perguntados sobre sua representatividade nos conselhos nacionais e dos comitês olímpicos. 87% responderam que não se sentem confortáveis e que deveriam ter pelo menos metade dos votos nas organizações esportivas quando o assunto for algo que os afeta.

Outro ponto da pesquisa foi o tratamento recebido pelos atletas. A maioria disse que seus direitos são respeitados pelas organizações e pelo COI, mas, quando se trata de detalhes, como cuidados em áreas de saúde mental, responderam que ainda sofrem muito.

Foto: Charlie Riedel/Associated Press

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