Coluna Drop Shot - A nova geração e a dificuldade em superar o 'big three'



Por Renato Toniol

Vivemos uma era de ouro no tênis masculino. Ainda que por um lado seja lamentável a falta de competitividade diante de Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer, é inegável o quão distante tecnicamente e, principalmente mentalmente, eles estão dos demais tenistas, sobretudo os da nova geração. Não à toa que são possivelmente, os três maiores tenistas da história, o que, dentro de uma mesma geração, chega a ser assombroso.

Tivemos algumas apostas alguns anos atrás, com Kei Nishikori, Grigor Dimitrov, Milos Raonic, entre outros, porém, seja por problemas físicos, pela menor capacidade técnica, e também por menor força mental, essa nova geração de alguns anos atrás não atingiu o patamar que dela se esperava. Tiveram sim lampejos de genialidade, porém, longe de fazer “cócegas” aos chamados cachorros grandes do big three.

Atualmente, contamos com uma nova geração mais “encorpada” e com maior capacidade técnica de bater de frente com estes gigantes do tênis. Obviamente que a idade hoje mais avançada para o big three, facilita as ações desses jovens tenistas, mas mesmo assim, eles parecem ter um diferencial tenístico, que é certamente muito importante, já que muito provavelmente irão carregar este esporte nos próximos anos.

Destaco entre os mais jovens, o grego Stefanos Tsitsipas como o mais agradável de assistir. Joga com extrema facilidade, possui grande versatilidade, já que sabe alternar o ritmo dos pontos com slice, e não tem medo de “colocar a cara” na rede, buscando a definição das jogadas com ousadia. Não penso duas vezes em aponta-lo como futuro número 1 do mundo, ainda que a trajetória até lá seja árdua, e exigirá empenho, dedicação, e abdicação dos prazeres da vida. Basta saber o quanto ele estará decidido a pagar o preço. A resposta, só saberemos dentro de alguns anos.

Porém, não é somente o grego que aparece como candidato ao trono, e a briga deve ser acirrada, pois na minha opinião, se essa nova geração não é tão brilhante como os membros do big three, porém, por outro lado, a tendência é para uma disputa muito mais acirrada por grandes títulos, diferente do que se vê hoje, com apenas três tenistas duelando pelas maiores glórias.

Dominic Thiem, Alexander Zverev, Daniil Medvedev, Andrey Rublev, Denis Shapovalov, Félix Auger-Aliassime, Alex de Minaur, são os principais candidatos a se juntarem a Tsitsipas na luta por um lugar ao Sol.

O patamar que o big three alcançou, foi algo inimaginável há alguns anos. Dividiram entre si as maiores conquistas, realizaram duelos épicos, e souberam cumprir à risca o seu papel no esporte. São três monstros, que mostram acima de tudo, comprometimento com a carreira, e farão uma falta absurda quando largarem o esporte.

Haverá, cedo ou tarde, uma “troca de bastão” que é natural em qualquer modalidade. Djokovic, Nadal e Federer deixarão saudades, e ficarão eternizados na memória do tênis.

Quando isso irá ocorrer, o tempo está encarregado de nos dizer, porém, só no resta apreciar esses gigantes enquanto ainda estão na ativa, e torcer para que essa nova geração, tenha, se não a mesma qualidade dentro das quadras, mas hombridade para levar o nome desse esporte.

Nós, os amantes do tênis, agradecemos.

foto: Reprodução/The sports rush

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